Manaus seg, 2 nov
A Crítica
Parintins

Caprichoso encerra 1ª noite em Parintins com ritual Sateré-Mawé e clássico ‘Ritmo Quente’

Bumbá azul homenageou Parintins, apresentou a lenda da cobra grande e encerrou a noite com o Ritual de Iniciação Wat-Amã e o clássico "Ritmo Quente"

Publicado em 27/06/2026 às 00h31
Caprichoso encerra 1ª noite em Parintins com ritual Sateré-Mawé e clássico ‘Ritmo Quente’

Com o tempo de 02h26m, o boi Caprichoso concluiu, na noite desta sexta-feira (26), a noite “Parintins – o chão de origem”, primeiro ato do espetáculo “Brinquedo que Canta o seu chão”. Nessa primeira apresentação o bumbá fez uma exaltação a cidade parintinense e exaltou a própria história na figura típica regional “O brincador de boi-bumbá”, passou pela lenda amazônica cobra grande com “A Deusa da Encantaria” e por fim o “Ritual de Iniciação Wat-Amã”.


O boi Caprichoso evolui na arena do Bumbódromo durante a primeira noite do 59º Festival Folclórico de Parintins. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA ()

 

O bumbá nesse primeiro ato levou para arena do Bumdódromo em Parintins (distante 369 quilômetros em linha reta da capital) as histórias, ancestralidade e o povo azulado parintinense. O apresentador Edmundo Oran e o levantador de toadas Patrick Araújosurgiram de um móbile para abrir o espetáculo.


Ao fundo, a galera do Caprichoso, representando o Item 19. Foto: Junio Matos/A CRÍTICA ()


O levantador de toadas Patryck Araújo defende o item Toada (Letra e Música) durante a apresentação do Caprichoso. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA ()

 

Ao contar a próprio chão, o bumbá homenageou Rey Azevedo, amo do boi nos anos de 1984, 1998, 2000 e 2003. Ele é responsável por inserir o berrante nas apresentações do festival.


Ao longo da carreira, Rey ficou conhecido por incorporar o berrante às apresentações, resgatando uma tradição ligada aos antigos versadores e brincadores do boi de rua (Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)

 

Marciele Albuquerque, trazida na lenda Amazônia, representou a “Deusa da Encantaria” do artista Alex Salvador, que mostrou na arena da lenda da cobra grande que habita embaixo da cidade parintinense.


A cunhã-poranga Marciele Albuquerque surge como “A Deusa da Encantaria”, inspirada na lenda amazônica da cobra grande. Foto: Junio Matos/A CRÍTICA ()

 


A cunhã-poranga Marciele Albuquerque interpreta “A Deusa da Encantaria” durante a apresentação do Caprichoso. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA ()

Cleyse Cimas, rainha do folclore, entrou na arena trazida pelo módulo “Monstro Corretão” do artista Nildo Costa que, no contexto da noite, faz alusão a técnica de desmatamento por meio das correntes. 


A Rainha do Folclore Cleise Simas representa a força da floresta durante a primeira noite de apresentações do Caprichoso. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA ()

 

Marcela Marialva, porta-estandarte, surgiu no inicio da noite ainda na figura típica regional, “O brincador de boi-bumbá” dos irmãos Pedro e Paulo Pimentel. Ainda no momento folclórico, Valentina Cid, sinhazinha do boi, flutuou durante a evolução junto do boi Caprichoso. Acompanhado de um piano, Patryck Araújo, defendeu o item Toada Letra e Música com a obra “Brinquedo que Canta o seu Chão”. 


Valentina Cid protagoniza o efeito cênico de flutuação durante a evolução para os jurados (Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)

 

O boi Caprichoso na última parte do ato desta primeira noite, fechou a apresentação com o “Ritual de Iniciação Wat-Amã” do povo Sateré-Mawé, em alegoria assinada pelo artista Algles Ferreira. O pajé, Erick Beltrão, representou o xamã responsável por conduzir o rito de passagem do menino para a vida adulta.


O pajé Erick Beltrão conduz o Ritual de Iniciação Wat-Amã, encerrando o primeiro ato da apresentação do Caprichoso. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA ()

 

Para a apoteose, o bumbá fechou a primeira noite ao som do clássico de 1997, “Ritmo Quente”.

 

Confira mais registros fotográficos da primeira noite de apresentação do Boi Caprichoso:


A alegoria da lenda amazônica da cobra grande ocupa a arena do Bumbódromo em um dos momentos centrais da apresentação do Caprichoso. Foto: Junio Matos/A CRÍTICA ()


Efeitos cênicos marcam a apresentação da lenda amazônica da cobra grande durante o espetáculo do Caprichoso. Foto: Junio Matos/A CRÍTICA ()


Gazumba, Pai Francisco e Mãe Catirina representam personagens tradicionais do auto do boi na apresentação do Caprichoso. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA ()


A personagem Mãe Catirina interage com o boi Caprichoso durante a apresentação do primeiro ato do espetáculo “Brinquedo que Canta o seu Chão”. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA ()


O amo do boi Caetano Medeiros e a sinhazinha Valentina Cid evoluem juntos em um dos momentos da apresentação do Caprichoso na primeira noite do festival. Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA ()


O apresentador Edmundo Oran conduz a narrativa do espetáculo “Brinquedo que Canta o seu Chão” durante a abertura da apresentação do Caprichoso. Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA ()


O boi Caprichoso evolui na arena do Bumbódromo durante a primeira noite do 59º Festival Folclórico de Parintins. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA ()