Caprichoso faz passagem de som com irreverência e brincadeira
David Assayag chamou o concorrente Sebastião Júnior de "Curupira", pelo fato de ele ter entrado na Arena do Bumbódromo, na primeira noite do Festival, fantasiado como o ser mitológico protetor da floresta amazônica
A passagem de som do Boi Caprichoso, que acontece neste momento no Bumbódromo, para esta segunda noite do 54° Festival Folclórico de Parintins, é marcada pela seriedade na busca pelo tricampeonato, mas também pela irreverência contra o adversário, o Boi Garantido.
Um exemplo veio do próprio levantador de toadas David Assayag, que chamou o concorrente do mesmo posto, Sebastião Júnior, de “Curupira”, pelo fato do mesmo ter entrado na Arena do Bumbódromo, na primeira noite do Festival, fantasiado como o ser mitológico protetor da floresta amazônica.”Ei Curupira”, disse ele, sempre irreverente, antes da passagem de som.
“Essas coisas são legais e sempre vai ter. São legais para o Festival”, disse depois para a reportagem. Já falando sério o artista destacou que “a passagem de som visa alinhar as toadas, microfones, etc.”
Experiente em Festivais de Parintins – já são 29 anos – e no 2° pelo Caprichoso, o músico Sidney Rezende evidenciou que a atividade também visa, além da parte musical, dar uma “justificativa a essa nossa bela torcida do Boi Caprichoso antes da apresentação deste segundo dia e verificar se tudo que fizemos no dia anterior continua no lugar”.
Caprichoso abre a segunda noite do Festival. Foto: Euzivaldo Queiroz
Já o presidente do Boi Caprichoso e que é especialista em sonorização, Babá Tupinambá, frisou que é preciso ser exigente neste momento. “É nesta hora que verificamos se todos os equipamentos estão ok e ver o que não funcionou e melhorar. Tem que ser exigente mesmo, pois muitas pessoas gostam de abusar nessa hora”, comentou, sem dar detalhes.
Brincantes
O pequeno João Marcelo, de 6 anos, veio ao Bumbódromo brincar debaixo de um miniboi Caprichoso e acompanhar a passagem de som com o pai Marcelo Góes, que é sócio-torcedor. “Ele é filho de parintinense e tudo começou com uma caixa de papelão. Ele leva jeito pra ser tripa, gosta muito e tem como referência o ex-tripa Markinho Azevedo e o atual Alexandre Azevedo, filho do Markinho”, comentou o pai.
O garoto é só paixão pelo Caprichoso. “Eu amo o Touro Negro”, disse o menino, evoluindo em meio ao público no meio da Arena.