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A Crítica
Parintins

Museu Vivo da Baixa da Xanda é inaugurado em Parintins

Proposta de criação surgiu no ano passado no âmbito da Comissão de Arte do Boi Garantido

Publicado em 24/06/2025 às 20h42
Museu Vivo da Baixa da Xanda é inaugurado em Parintins
Foto: Daniel Brandão

PARINTINS, AM – O Museu Vivo da Baixa da Xanda foi inaugurado na tarde desta terça-feira (24), no Quilombo da Baixa da Xanda, bairro São José. O projeto é coordenado e tem como curadoria o Grupo de Trabalho Patrimônio e Memória do Boi-Bumbá Garantido.

De acordo com Dé Monteverde, da curadoria do Museu, a proposta de criação surgiu no ano passado no âmbito da Comissão de Arte do Boi Garantido, com a preocupação de um boi histórico e de preservação e salvaguarda da memória do boi da Baixa de São José.

“No grupo de trabalho, nós nos preocupamos com o patrimônio e a história do Garantido. De um boi histórico, de oralidade e precisa ser resgatado. Permeando a Baixa da Xanda, detectamos dezenas de artistas nesse território e o boi precisa ter a salvaguarda dessa história. O objetivo é este, não ter somente a narrativa, mas salvaguardá-la”, explicou Dé Monteverde.

O Museu Vivo, para além da Baixa da Xanda, se estende por um território muito maior, onde foram identificados 27 locais de personagens que remontam a história do Boi Garantido, como o batuqueiro Porrotó (pai) e o batuqueiro Evandro ‘da Caixinha’.

“Tudo isso é memória que precisava ser colocada na superfície. Uma vez que foi dada o início da titulação do quilombo, estaremos organizando ações mais sólidas, com o apoio de instituições públicas e privadas, como as universidades”, detalhou o curador.


Proposta do Museu Vivo da Baixa da Xanda é torná-lo um museu permanente (Foto: Daniel Brandão)

A proposta do Museu Vivo da Baixa da Xanda é torná-lo um museu permanente, independentemente do período do Festival e que possa atender toda a comunidade parintinense.

“Esses locais irão ficar exatamente onde esses personagens brincavam de boi e onde as famílias preservam essa memória. Iremos promover a salvaguarda e eles irão contar as histórias”, concluiu Dé Monteverde.