Manaus sex, 30 out
A Crítica
Polícia

Ademar Cardoso deixa a prisão e passa ao regime semiaberto

Irmão de Djidja Cardoso obteve progressão de pena após decisão judicial e será monitorado por tornozeleira eletrônica.

Publicado em 26/10/2026 às 08h18

O empresário Ademar Cardoso, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, deixou a unidade prisional na manhã deste sábado e passou a cumprir pena em regime semiaberto com uso de tornozeleira eletrônica, em Manaus. A decisão judicial autorizando a progressão foi concedida na sexta-feira, com parecer favorável do Ministério Público.

Ademar estava preso desde maio de 2024, no âmbito da Operação Mandrágora, deflagrada após a morte de Djidja Cardoso, encontrada sem vida na residência da família, na Zona Norte da capital amazonense. Ele foi condenado a 10 anos e 11 meses de reclusão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Sua mãe, Cleusimar Cardoso, também condenada no mesmo processo, já havia obtido a progressão para o semiaberto no final de setembro.

Para conceder o benefício, a Justiça considerou o cumprimento do tempo necessário de pena em regime fechado, a certidão de bom comportamento carcerário e a participação do réu em atividades voltadas à ressocialização. Com a mudança de regime, Ademar deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso contínuo da tornozeleira eletrônica e o cumprimento rigoroso dos horários de recolhimento determinados pela Justiça. O desrespeito às normas pode acarretar a revogação da medida e o retorno ao regime fechado.

Ao deixar o presídio, onde foi recepcionado por familiares e amigos, Ademar Cardoso contestou a condução da investigação policial que levou à sua condenação. Ele declarou considerar a prisão arbitrária e sustentou que sua conduta deveria ter sido enquadrada como posse para uso próprio (artigo 28 da Lei de Drogas), e não como tráfico de entorpecentes (artigo 33).

A defesa técnica de Ademar afirmou que pretende apontar supostas falhas ocorridas durante a fase de inquérito policial e ao longo do processo penal. Verônica da Silva Benigno, que também foi investigada e presa no início da operação, alegou na ocasião que a quantidade de cetamina apreendida no salão da família — cerca de 11 ml — correspondia a volume destinado a consumo, contestando a acusação de comercialização.