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A Crítica
Polícia

Assessor de imprensa da PC é exonerado após denúncias de assédio sexual e moral

Wallace Peixoto foi exonerado nesta terça-feira (15) pelo delegado-geral da PC-AM, Francisco Sobrinho. O jornalista Antônio Lopes assume o cargo nesta quarta-feira (16)

Publicado em 15/11/2016 às 21h42 · Atualizado em 11/03/2022 às 21h22
Assessor de imprensa da PC é exonerado após denúncias de assédio sexual e moral

O jornalista Antônio Lopes, assume nesta quarta-feira (16), às 7h, a assessoria de comunicação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), no lugar do ex-assessor Wallace Peixoto, que foi acusado por um grupo de jornalistas de cometer assédio sexual e moral, abuso de poder e autoridade, entre outros, contra os funcionários subordinados a ele.

Wallace foi exonerado nesta terça-feira (15) pelo delegado-geral da PC-AM, Francisco Sobrinho.

As denúncias contra ele foram feitas por 14 jornalistas, que atuaram e atuam na assessoria da PC-AM, na semana passada. O grupo relatou no Boletim de Ocorrência (BO) as séries de ofensas sofridas e ainda afirmou que o ex-assessor exerce um cargo de chefia sem ser graduado em Jornalismo, utilizando um registro profissional de terceiros.

O caso foi encaminhado para a Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM).

Relembre o caso

Um grupo de 14 jornalistas que atuaram ou ainda atuam na assessoria de comunicação da Polícia Civil do Amazonas foram à polícia registrar uma denúncia de abuso de poder que, segundo eles, vem sendo praticado pelo assessor de imprensa do órgão, Wallace Peixoto.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na semana passada, na Delegacia Especializada de Ordem Pública e Social (Deops), no Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste, as vítimas denunciaram uma série de ofensas sofridas, desvio de função, assédio sexual e até acusam o assessor de andar armado e se passar por policial civil. Eles afirmam que ele chegava até a exigir que os funcionários pagassem as contas dele.

Eles também afirmam que o assessor exerce uma função de chefia sem ser graduado em Jornalismo e utiliza o registro profissional (o DRT) de terceiros. Nas redes sociais, Wallace desmentiu as denúncias. “Posso dizer que sou uma pessoa íntegra e nunca assediei ninguém”, afirmou.

O caso foi encaminhado para a Corregedoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública. O delegado-geral Francisco Sobrinho foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado.