Manaus qua, 4 nov
A Crítica
Polícia

Boteco amanhece ainda com sangue do dono no local e moradores apreensivos

População denuncia violência na região onde o bar está localizado

Publicado em 13/09/2021 às 14h23 · Atualizado em 22/03/2022 às 15h53
Boteco amanhece ainda com sangue do dono no local e moradores apreensivos
Foto: Junio Matos

Ainda há sangue no chão do Boteco Jardim RestoBar, onde o dono do estabelecimento Ranyere da Silva Pinheiro, 39, foi morto com seis tiros de pistola. Por volta das 9h20 da manhã de segunda-feira (13), moradores foram unânimes: “Aqui a regra é o silêncio. Ninguém sabe de nada”, disse um homem que não quis se identificar.

Os arredores do local onde o atentado ocorreu estavam desertos. A equipe de reportagem avistou apenas um grupo de trabalhadores locais que conversavam em rua adjacente ao boteco.

Apreensivos quando questionados sobre rumores a respeito do que ocorreu, um deles afirmou, com um sorriso no rosto: “A gente tem que ter amor à vida, né?”. Alguns dos homens – havia uma dezena – afastaram-se da equipe, com receio de serem fotografados.

Ranyere foi morto com pelo menos dois tiros efetuados por uma dupla que invadiu o bar do qual ele é dono, segundo relatório da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Dois tiros acertaram a esposa dele, Telina Bawuer Modesto, de 34 anos. Telina foi socorrida por populares e levada ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Colônia Oliveira Machado.

A Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (SES-AM) divulga informações sobre as vítimas somente a familiares.

O caso ocorreu no final da avenida sete de setembro, no Largo do Mestre Chico, bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus. A família do dono publicou uma nota em rede social do bar, segundo a qual o estabelecimento está fechado temporariamente.