CIPCães já apreendeu mais de três toneladas de drogas no Amazonas em 2026
Companhia da Polícia Militar utiliza faro apurado de cães da raça Pastor Belga para desarticular o tráfico na capital e no interior; confira como é feito o treinamento dos animais
Mais de três toneladas de drogas foram apreendidas nos primeiros meses de 2026 pela Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), em ações realizadas na capital e no interior do estado.
Atualmente, a unidade conta com 18 cães. Desses, 14 permanecem em treinamento na capital, enquanto quatro estão empregados em missões nos municípios de Coari, Barcelos e Jutaí, atuando em apoio às operações das forças de segurança pública.
“A CIPCães atua tanto na capital quanto no interior. Nosso carro-chefe são os cães de faro de narcóticos, mas também trabalhamos com detecção de armamentos e atuamos em bases no interior, localizadas em Coari, Barcelos e Jutaí, apoiando diversas operações”, explicou o capitão Marcos Barroso, chefe da Seção de Operações da CIPCães.
Segundo ele, a companhia utiliza principalmente cães da raça Pastor Belga, conhecidos pelo alto nível de energia. “Na nossa região, eles se adaptam muito bem. Um cão com pelagem mais densa sofreria mais devido ao clima e às características da nossa mata”, afirmou.

CIPCães conta com 18 animais altamente treinados que reforçam a segurança na capital e nos rios do interior (Paulo Bindá/AC)
Treinamento
Barroso destaca que, para os cães, o trabalho é conduzido de forma lúdica. “Em nenhum momento ele entende que está trabalhando. Para ele, trata-se de uma brincadeira, como a busca por um brinquedo. Esse é o princípio do nosso treinamento, que também envolve preparo físico constante”, disse.
Os animais participam das atividades com os policiais e passam por processos de socialização, permitindo o convívio com outros cães e pessoas de forma não agressiva.
Aposentadoria
De acordo com o chefe de operações, os cães são constantemente avaliados por profissionais de medicina veterinária, além do acompanhamento diário dos adestradores. “Observamos mudanças de comportamento, como quando o animal fica mais quieto. O tempo de serviço varia, mas, em média, é de seis a sete anos”, explicou.

Capitão Marcos Barroso destaca que o treinamento lúdico é essencial (Paulo Bindá/AC)
Após esse período, os cães podem permanecer prioritariamente com os adestradores. Caso isso não seja possível, são encaminhados para adoção responsável, sem deixar de ser acompanhados pela equipe da CIPCães.
“Quando o cão é disponibilizado para adoção, o comando nos informa. Fazemos a divulgação e recebemos interessados em se tornarem tutores voluntários”, concluiu o capitão.
Apreensões
No inicio deste mês, os policiais militares com a ajuda do cão policial Sheriff em operação na Base Arpão 2, prenderam dois homens de 40 e 43 anos, em flagrante por suspeita de tráfico de drogas, nas proximidades de Coari (a 363 quilômetros de Manaus). As prisões ocorreram durante a abordagem a uma embarcação após os policiais militares apreenderem 17,5 quilos de entorpecentes. As drogas estavam escondidas dentro de uma esteira elétrica e de uma bateria.
Em fevereiro, mais de 70 quilos de drogas escondidas no interior de tubos de PVC e em latas de frutas em caldas foram apreendidos com ajuda do o cão policial Delta durante operação na Base Arpão 2, nas proximidades de Coari (a 363 quilômetros de Manaus). Na ação, um homem foi identificado como responsável pela carga de entorpecentes e foi preso por suspeita de tráfico de drogas.
Bom de faro
De fevereiro até o dia 20 de abril, o cão policial Sheriff foi responsável por localizar aproximadamente 80 quilos de entorpecentes, entre cocaína, pasta-base de cocaíma, maconha, causando um prejuízo financeiro ao crime de mais de R$ 3,1 milhões.