Ginecologista suspeito de estupro contra paciente não comparece à delegacia
Segundo o delegado titular do 10° DIP, o advogado do médico compareceu ao distrito policial e entregou um atestado médico para justificar ausência
O ginecologista de 50 anos suspeito de estuprar uma paciente de 26 anos em Manaus deveria ser ouvido hoje no 10° Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas por problemas de saúde não compareceu. Segundo o delegado Paulo Benelli, titular do 10° DIP, o advogado do médico compareceu ao distrito policial e entregou um atestado médico, sem CID, do Hospital Universitário Getúlio Vargas.
De acordo com Benelli, por meio do advogadoo médico explicou que está com depressão por conta do caso. O delegado Paulo Benelli informou que vai aguardar o término do afastamento do médico para marcar um novo depoimento. Segundo acusação da vítima de estupro, o crime aconteceu na última terça-feira (4) dentro de um consultório médico no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus.
Benelli informou ontem, em matéria publica no Portal A Crítica em matéria publica no Portal A Crítica , que aguardava também o resultado de exames para incluir no inquérito. “Estamos aguardando o resultado dos laudos. O médico já recebeu a intimação para comparecer ao interrogatório. Solicitamos os laudos do exame de conjunção carnal do IML [Instituto Médico Legal] e do Instituto de Criminalística, e também do IML, a perícia dos objetos encontrados na clínica, daqueles preservativos que estavam no saco de lixo. Pedi dos dois órgãos porque quero ter a certeza absoluta”, declarou o delegado.
Sobre a data do interrogatório e dos laudos, Benelli disse que não pode informar por questões referentes à investigação. “O que posso dizer é que o resultado do exame de conjunção carnal da vítima sairá em dez dias. Comprovada a participação do médico, haverá o seu indiciamento e ele sofrerá todas as consequências de quem é indiciado em um inquérito policial”.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM) ainda não abriu uma investigação sobre o caso. Segundo o presidente do CRM, José Bernardes Sobrinho, é importante que a vítima faça uma denúncia junto ao conselho ou que seja divulgado o nome do médico por parte da Polícia Civil, pois assim poderá abrir uma sindicância ex-officio.