Manaus ter, 27 out
A Crítica
Polícia

Homem é executado com tiro na cabeça quando fazia entrega de drogas

Vítima recebeu um telefonema para vender uma quantidade de drogas na Zona Centro-Sul e foi abordada por homens armados ao chegar no local. Caso ocorreu no bairro Aleixo

Publicado em 29/10/2019 às 00h19 · Atualizado em 10/03/2022 às 23h32
Homem é executado com tiro na cabeça quando fazia entrega de drogas
Foto: Arquivo/AC

Adriano Bastos Monteiro, de 27 anos, foi executado com um tiro na cabeça na noite de domingo (27), em um beco localizado na rua São Francisco, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. Segundo a polícia, a vítima pertencia a uma facção criminosa e estaria vendendo drogas na área pertencente a um grupo rival.

De acordo com policiais da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atenderam à ocorrência, Adriano Monteiro vendia drogas no beco quando dois criminosos ainda não identificados chegaram ao local em uma motocicleta, atiraram contra ele e fugiram em seguida. Ele ainda foi socorrido por populares e levado ao Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, mas não resistiu e morreu horas depois.

A polícia acredita que o crime tenha sido encomendado, já que Adriano, minutos antes, teria recebido um telefonema para ir até o local do crime. A chamada foi feita por um suposto amigo da vítima, que queria comprar drogas.

Segundo o delegado Dênis Pinho, plantonista da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a vítima saiu da casa onde morava, na rua Cubiu, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus, para entregar o entorpecente encomendado por telefone.

“O Adriano foi atraído por esse suposto amigo até o bairro do Aleixo, onde foi executado. É um crime que pode ter relação com o tráfico de drogas. Não podemos dar mais informações para não interferir nas investigações, mas já temos alguns nomes”, afirmou.

Alguns populares da área onde aconteceu o crime relataram que Adriano seria pertencente à facção Comando Vermelho, mas vendia drogas e cometia roubos na área comandada pela Família do Norte (FDN), o que teria incomodado os traficantes e motivado o crime.

Até o momento, ninguém foi preso e o crime segue em investigação pela DEHS.

*Por Jan Nogueira, de A Crítica