Homem morre após explosão de draga utilizada em garimpo ilegal
A vítima teria retornado ao local onde uma draga havia sido incendiada durante uma operação contra o garimpo ilegal na região de Japurá
Um homem morreu após ser gravemente ferido por uma explosão, nesta quarta-feira (4), na comunidade ribeirinha do Poré, no município de Japurá (distante 744 quilômetros em linha reta de Manaus), no interior do Amazonas.
A vítima teria retornado ao local onde uma draga havia sido incendiada durante uma operação conjunta da Polícia Federal e do Exército contra o garimpo ilegal na região.
A comunidade é de difícil acesso, alcançada apenas por vias fluvial ou aérea e fica nas proximidades do rio Puré, afluente do rio Japurá. A área é conhecida por abrigar diversas frentes de mineração ilegal.
De acordo com relatos locais, o homem se aproximou da estrutura destruída, supostamente para verificar os danos ou tentar resgatar algum pertence, quando foi atingido por uma explosão. Moradores acreditam que ainda havia explosivos, como dinamites usadas no garimpo, armazenados na embarcação.
Imagens e vídeos divulgados nas redes sociais mostram a vítima com queimaduras graves e partes do corpo com a pele exposta, sendo socorrida por populares em estado crítico.
Ele foi levado em uma canoa até o hospital mais próximo, mas vídeos compartilhados por moradores indicam que o homem não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do atendimento médico. A identidade da vítima ainda não foi confirmada.
Os moradores temem novas explosões em dragas incendiadas durante a operação. Notas oficiais sobre o caso foram solicitadas à Polícia Federal e ao Exército Brasileiro. Confira na íntegra a nota enviada pelo Comando Conjunto Apoena.
A nota na íntegra
O Comando Conjunto Apoena informa que tomou conhecimento das imagens divulgadas nas últimas horas envolvendo um acidente ocorrido em uma draga na região Amazônica. Quanto ao contexto da Operação Ágata 2025, o Comando Conjunto Apoena informa que a neutralização das balsas e demais estruturas utilizadas em atividades ilegais foi feita sem o uso de explosivos, e seguindo rigorosamente os protocolos de segurança e os procedimentos operacionais estabelecidos pelos órgãos federais responsáveis pela inutilização.