Homem que fazia a família de refém se entrega e libera a esposa e filhos
Isaac de Souza chegou a ameaçar tirar a própria vida, mas em nenhum momento ameaçou a companheira e filhos, diz polícia
Após 15h de negociações Isaac de Souza Martins, 37, se entregou aos policiais militares na manhã desta segunda-feira (17), na rua 15, bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus.
O homem se entregou por volta de 12h55 e segundo o comandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), coronel Klinger, o desfecho da ocorrência foi positivo e de acordo com o esperado.
“Tivemos algumas dificuldades por conta do horário mas para cumprir o nosso objetivo, que era preservar a vida de todos os envolvidos, tanto do Isaas como seus filhos e a esposa”, afirmou.
Sobre os motivos que levaram Isaac a fazer sua própria família de refém, o major revelou que isto ainda está sendo apurando, juntamente com a Polícia Civil que agora, assume o caso.
“Até agora nós ainda estamos identificando quais as verdadeiras causas, mas nós sabemos que ele tem um um problema de convívio com a esposa e parece, que isso (a ocorrência) foi causado por uma denúncia de uma cunhada à polícia contra ele. Agora ele será levado para o 6° Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde ele vai se esclarecer ao delegado Cícero”, informou.
Suicídio
Ainda segundo o coronel Klinger, apesar de estar com uma faca, em nenhum momento ele ameaçou a companheira e os filhos casal, mas por muitas vezes afirmou que iria tirar a própria vida.
“Ele ameaçava tirar a própria vida, mas em nenhum momento ameaçou matar os filhos. Está todo mundo bem, graças a Deus, ninguém ferido, as crianças com as suas integridades e a esposa também preservadas. Lancharam durante a manhã e o desfecho foi o melhor possível”, completou.
A demora para se entregar as autoridades seria um suposto medo de Isaac de morrer, por isso, o efetivo de cerca de 80 policiais para acalmar Isaac.
“Ele estava com medo, de que em algum momento fizéssemos algo contra a sua vida. Nosso objetivo sempre foi a negociação, que ele saísse de lá, para preservar a integridade física dele e que ele tivesse os direitos preservado também na delegacia, por isso a presença do advogado. Por esse motivo, foi mecessario essas horas a mais nesta ocorrencia”, explicou.