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A Crítica
Polícia

Julgamento da morte de Débora Alves e bebê Arthur é suspenso após segundo dia de depoimentos

Sessão do Tribunal do Júri foi encerrada na noite desta quinta-feira (28) após oitiva da terceira testemunha do dia; réus respondem por feminicídio, homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Publicado em 28/05/2026 às 20h28
Julgamento da morte de Débora Alves e bebê Arthur é suspenso após segundo dia de depoimentos
Foto: Raphael Alves/TJAM

O segundo dia do julgamento dos acusados pela morte da jovem Débora da Silva Alves, 18 anos, e seu bebê Arthur foi marcado por longos depoimentos e debates intensos no Tribunal do Júri. A sessão foi suspensa na noite desta quinta-feira (28) pelo juiz Fábio Alfaia, após a conclusão da oitiva da terceira testemunha do dia.

​Com o encerramento dos trabalhos de hoje, o julgamento, que tem como réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, soma um total de seis testemunhas ouvidas ao longo destes dois dias de júri popular.

​Próximos passos

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), ​os trabalhos serão retomados nesta sexta-feira (29), a partir das 9h. De acordo com o cronograma inicial do tribunal, a expectativa é de que, a princípio, mais três testemunhas sejam ouvidas antes que o processo avance para o interrogatório dos réus e os debates finais entre o Ministério Público e os advogados de defesa.

Denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora, que resultou na gravidez de Arthur. O réu não queria assumir a paternidade da criança.

Os réus respondem por homicídio qualificado, feminicídio, violência doméstica, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.

A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, com crueldade e dificultando qualquer possibilidade de defesa da vítima.