Médico dopa e faz aborto em adolescente, em Tonantins
O médico, que é casado, seria o pai da criança que a menina estava esperando
Um médico cirurgião, que ainda não teve a identidade revelada, foi exonerado de suas funções no município de Tonantins (distante 863 quilômetros de Manaus) após dopar e fazer o aborto em uma adolescente de 17 anos com quem mantinha um relacionamento.
De acordo com informações passadas pela polícia do município, o médico, que é casado, suspeitou que a adolescente pudesse estar grávida e a levou para a casa dele, onde fez um exame de ultrassonografia com um aparelho portátil de ultrassom e confirmou a gestação. Após o exame, ele dopou a menina e, com as mãos, manipulou o útero da adolescente, causando um forte sangramento.
Quando a menina acordou, ele disse que ela estava com um cisto e a mandou ir para a casa. Como o sangramento não parava, ela procurou uma unidade de saúde, onde foi comprovada a realização do aborto. No hospital, ela precisou passar por um procedimento de curetagem. Ela continua internada, pois também foi diagnosticada com Covid-19.
O médico confirmou que levou a menina para a sua casa no último final de semana e que fez o exame de ultrassom com um aparelho portátil, mas negou que tivesse dopado a garota e que fez o aborto. Segundo o médico, ela perdeu o bebê de forma natural, através do deslocamento da placenta.
Em nota, a Prefeitura de Tonantins disse que repudia esse ato e espera que a polícia tome as medidas necessárias para o caso. O conselho tutelar do município está acompanhando toda a situação. A polícia do município já está apurando todas as denúncias.