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A Crítica
Polícia

PM é preso em flagrante suspeito de matar ex-companheira com tiro na cabeça

Com histórico violento, soldado é o principal suspeito de matar Camila Friths, de 25 anos, por não aceitar o fim do relacionamento; vizinhos relatam que ela era constantemente agredida

Publicado em 04/11/2023 às 15h12 · Atualizado em 04/11/2023 às 15h52
PM é preso em flagrante suspeito de matar ex-companheira com tiro na cabeça
Foto: Reprodução

O policial militar Olímpio Gomes Maia foi preso em flagrante neste sábado (4) suspeito de matar a ex-companheira com um tiro na cabeça.

O crime aconteceu na madrugada no bairro Lago Azul, zona Norte de Manaus, dentro do apartamento onde a vítima, Camila Vitória Friths da Silva, 25, morava com Olímpio, no condomínio Felicidades.

De acordo com investigações iniciais feitas pela Polícia Civil, a motivação do crime foi ciúmes. O soldado e a mulher estavam em processo de separação e ele não aceitava o fim do relacionamento com ela, com quem já tinha um filho.

Segundo vizinhos, o soldado chegou em casa e começou a discutir com Camila. E durante a confusão ela acabou sendo morta com um tiro na cabeça. O soldado Olímpio chamou a Polícia Militar, contou que a mulher tinha se matado, porém os policiais verificaram que ela tinha marcas de violência pelo corpo e deram voz de prisão a ele e o apresentaram no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Um vídeo mostra o momento em que Olímpio é escoltado sem algemas por outros policiais. No local, moradores gritavam termos como “assassino” e também acusam o soldado de agredir Camila constantemente.

“Ele batia direto nela, assassino!”, diz uma mulher não identificada.Outra moça criticou o modo de condução do suspeito: “Quando é colega é assim, vai no carona (SIC)”, disse.

Uma captura de tela que viralizou nas redes sociais mostra a vítima pedindo ajuda de uma amiga. A jovem alegava que o soldado não aceitava o fim do relacionamento. 


Em print que circula nas redes sociais, Camila pediu ajuda de uma amiga para se esconder de Olímpio (Divulgação)

O soldado negou a autoria do crime, mas as investigações apontam que ele já tinha um histórico de violência e que ele entrou para a Polícia Militar por meio de decisão liminar da Justiça, pois foi reprovado na avaliação social.

Medidas tomadas pela PM

Neste sábado (4), comandante da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Klinger Paiva, disse que determinou que fosse instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM), que a Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública está acompanhando o caso e poderá abrir sindicância. “O policial já foi encaminhado para a audiência de custódia”, disse Paiva.

Em nota, a PMAM informou que ocaso está sendo acompanhado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e pela Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas. 

Segundo a PM, os detalhes do crime não podem ser divulgados para não atrapalhar o andamento das investigações.

“O soldado vai passar por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, para Audiência de Custódia”, diz trecho da publicação.

Por fim, a PMAM ressalta que não compactua com atos de violência contra as mulheres e que vai abrir um Inquérito Policial Militar (IPM).