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Promessa da natação paralímpica quer seguir legado de Daniel Dias

Aos 17 anos, Samuel Oliveira tem superado marcas do ídolo das piscinas

Publicado em 24/03/2023 às 14h29
Promessa da natação paralímpica quer seguir legado de Daniel Dias
Foto: Divulgação

Em 2006, um ano depois de Samuel Oliveira nascer, Daniel Dias disputou o primeiro Campeonato Mundial de natação paralímpica da carreira. Em Durban (África do Sul), Daniel conquistou cinco medalhas, sendo três douradas. Surgia, ali, o maior nome do paradesporto brasileiro até hoje, com 28 pódios em Paralimpíadas, 14 deles no topo. Dezessete anos depois, é justamente Samuel – ou Samuka, como é chamado – quem mostra credenciais para ser o sucessor natural do multicampeão das piscinas, que se aposentou após os Jogos de Tóquio (Japão), em 2021.

As semelhanças impressionam. Os dois são da mesma classe, a S5, que é intermediária entre as dez que são voltadas a nadadores com deficiência físico-motora – quanto menor o número, maior o grau de comprometimento. A precocidade também chama atenção. Em 2022, com 16 anos, Samuel estreou em Mundiais e voltou do Complexo de Piscinas Olímpicas de Funchal (Portugal) com as mesmas cinco medalhas que Daniel obteve em Durban, Por coincidência, três ouros e duas pratas.

O feito mais recente de Samuka (atualmente com 17 anos e que completa 18 em agosto) foi quebrar o recorde dos 100 metros (m) nado borboleta, durante a etapa de Sheffield (Reino Unido) do circuito mundial de natação paralímpica. O tempo do último domingo (19) foi um segundo e 35 centésimos mais veloz que a marca anterior, já que durava dez anos. O antigo dono? Daniel Dias.

“É uma responsabilidade muito grande ser comparado a ele. É um grande atleta e medalhista. É muito bom, apesar de tão jovem. Tenho certeza que vou continuar o legado que ele deixou”, disse Samuel, que teve os braços amputados aos nove anos, após sofrer uma descarga elétrica de 13 mil volts, quando tentava pegar uma pipa no alto de uma árvore utilizando uma barra de ferro”, afirma.