Suspeito de tentativa de feminicídio, ameaça e injúria é preso em Manaus
De acordo com a polícia, o crime ocorreu na manhã de natal do ano passado. Discussão teria começado porque o autor queria acessar o celular da vítima, que acabou sendo esfaqueada
A manhã de Natal de 2024 terminou em violência para uma mulher de 27 anos, brutalmente agredida pelo marido na frente dos filhos e familiares. Nesta quinta-feira (5), quase seis meses após o crime, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu o homem, de 34 anos, suspeito de tentativa de feminicídio, ameaça e injúria.
Segundo a delegada Nathalia Oliveira, titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Norte/Leste, a prisão ocorreu na quarta-feira (4). “O crime aconteceu na manhã do dia 25 de dezembro do ano passado, quando o casal começou a discutir porque o autor queria acessar o celular da vítima”, relatou a delegada.
Ao se recusar a entregar o telefone, a mulher foi agredida com um soco na boca. Em seguida, o agressor desferiu um golpe de faca, fazendo com que ela desmaiasse. “Quando a vítima recuperou a consciência, foi novamente agredida”, afirmou Oliveira.
O crime foi presenciado pelos filhos da vítima, o que, segundo a delegada, agrava ainda mais a violência sofrida. “Houve, inclusive, a intervenção do pai dela, que a encontrou caída no chão e tentou impedir que o autor consumasse o feminicídio”, revelou.
Apesar da gravidade da agressão, o homem não possuía antecedentes criminais. Ainda assim, a Justiça atendeu ao pedido da PC-AM e decretou sua prisão preventiva. “Assim que tomamos conhecimento do caso, representamos pela prisão, que foi cumprida ontem”, declarou Nathalia.
Após o crime, a vítima procurou a delegacia, registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito. Também solicitou medida protetiva, que impede o agressor de se aproximar dela.
O homem passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Ele responderá pelos crimes de tentativa de feminicídio, ameaça e injúria, e pode ser condenado a até 20 anos de prisão, conforme o entendimento judicial.