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A Crítica
Polícia

Suspeito de ter assassinado namorada em 2022 é preso em Manaus

Kevin Barkley Muniz dos Santos, 23, teria matado a sua namorada, Verônica Martineli, de 30 anos, na cidade de Santana de Parnaíba, em São Paulo. Ele confessou o crime na delegacia

Publicado em 15/06/2023 às 19h06 · Atualizado em 15/06/2023 às 20h29
Suspeito de ter assassinado namorada em 2022 é preso em Manaus
Foto: Junio Matos/A CRÍTICA

Investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) levaram à prisão, na quarta-feira (14/), Kevin Barkley Muniz dos Santos, 23, apontado como autor da morte de sua namorada, Verônica Martineli, de 30 anos.

O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2022, na cidade de Santana de Parnaíba/SP. Kevin foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela justiça paulista quando saía do trabalho.

Ele foi levado para a DEHS e foi ouvido pelo delegado Ricardo Cunha. De acordo com o delegado, o suspeito não ofereceu resistência e confessou o crime na delegacia. “Ele disse que matou a namorada em um momento de desentendimento”, disse Cunha.

Na delegacia, o suspeito disse que era humilhado por Verônica e alega que era obrigado a fazer programas com outros homens para sustentar as despesas dos dois.

“Teve um dia que já estava em outro relacionamento, Verônica soube e bateu nele. Ele disse que tentou sair da relação, mas Verônica o impedia”, disse o delegado.

Martineli foi assassinada com três facadas. Depois de matar a vítima, Kevin pediu ajuda da família e veio para Manaus, onde se escondeu como fugitivo da Justiça.

Conforme o delegado, o suspeito já estava trabalhando. No momento em que foi preso, ele estava saindo do seu local de trabalho no bairro de Flores.

O delegado Cunha explicou que não podia dar maiores informações sobre o crime, pois não conhecia o inquérito e não teve acesso às investigações feitas pela polícia paulista.

“Nós só cumprimos o mandado de prisão”, disse o delegado.

Kevin disse ser portador do vírus HIV e culpa Verônica pela transmissão. “Ela me tratava como empregado e me obrigava a fazer programas com outros homens.”

O suspeito contou que começou a se relacionar com a vítima quando tinha 17 anos de idade e que atualmente cada um estava se relacionando com outra pessoa.

Karina Silva, irmã da vítima, disse que Kevin era muito violento e sua irmã possuía inclusive boletim de ocorrência contra ele. Ela relatou que morou com o casal em Curitiba e ele aparentava ser uma pessoa boa.


(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)

Karina e outros parentes da vítima estavam na DEHS e, na saída do suspeito, gritaram chamando-o de assassino e pedindo por justiça. A mãe da vítima chegou a passar mal e precisou ser amparada por parentes.