Comitiva deve decidir vice de Braga nos próximos três dias
A informação foi confirmada ao A CRÍTICA durante a convenção do Partido dos Trabalhadores, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, na zona Sul de Manaus. Segundo ele, o “vice vai ser do povo do Amazonas”
O vice na chapa de Eduardo Braga (MDB) deverá ser decidido nos próximos três dias pela comitiva nacional da federação Brasil da Esperança. A informação foi confirmada ao A CRÍTICA durante a convenção do Partido dos Trabalhadores, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, na zona Sul de Manaus. Segundo ele, o “vice vai ser do povo do Amazonas”.
Cinco nomes são cotados para o cargo. No PT, Anne Moura e João Pedro estão no páreo. Já no PCdoB os indicados para a chapa majoritária de Lúcia Antony, Arminda Mourão, Edilon Queiroz. Presidente estadual do PCdoB, Eron Bezerra, adiantou que “esse fechamento ficará a cargo da federação nacional em sintonia com o Eduardo [Braga]”.
A definição do apoio da federação Brasil da Esperança à candidatura de Braga deve ser assinada neste domingo (30), mas será mera formalidade, já que as decisões já foram confirmadas durante a convenção petista. As tratativas foram realizadas em nível nacional na tentativa de atrair diretórios do MDB em torno da candidatura de Lula.
Durante a fala no evento do PT, Braga confirmou a adesão de 12 diretórios do MDB ao apoio a Lula logo no primeiro turno. Sergipe foi o último estado a adentrar a aliança. Ele espera que na próxima semana o décimo terceiro possa fazer o mesmo caminho. O MDB liberou as bancadas estaduais, embora tenha lançado o nome de Simone Tebet como candidata à presidência.
Com Braga no jogo junto com o PT, a estimativa, segundo o ex-senador João Pedro, é que Lula tenha pelo menos 1 milhão de votos no estado que somados aos votos do Nordeste, Sudeste e outros estado no Norte possam garantir uma vitória do petista logo no primeiro turno.
“A candidatura do Eduardo Braga é uma candidatura forte, que monta uma candidatura forte junto com o Omar. Forte porque precisamos de um peso, de uma estrutura política para enfrentar o bolsonarismo. Eu acho que estamos conseguindo construir um palanque amplo e com muita força no estado do Amazonas”, declarou.
Mesmo com o apoio confirmado formalmente pelo PT, Braga ainda precisará unificar o palanque para a campanha, uma vez que parte do partido ainda é relutante ao nome dele. Durante o evento não foi difícil perceber o clima de desunião relembrado em vários discursos que pediam a união e respeito a decisão do diretório nacional.
Um dos mais críticos a aliança, o pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo PT, Sassá da Construção Civil se recusou a subir no palanque e ficou de expectador na platéia. Pouco antes do início das falas ele deu a seguinte declaração: “Eu como vereador de Manaus e como candidato não posso aceitar isso. Ele é candidato de algumas pessoas, mas do meu seguimento ele não é”.
Mesmo considerando importante a necessidade de unificar os discursos de figuras antagônicas para dar base a candidatura de Lula, o deputado federal e candidato a reeleição Zé Ricardo, disse que preferia que o PT tivesse uma candidatura própria.
“É uma decisão nacional. Se fosse apenas uma decisão local eu particularmente continuo defendendo, se fosse assim, uma candidatura própria. Nós já tínhamos a sinalização de um nome [de João Pedro]. A nacional reafirmou a necessidade desse diálogo com esses partidos e nos retiramos à candidatura e não trabalhamos nome nem para o Senado, nem para o governo”, declarou o deputado que também não subiu no palanque.
Em resposta aos críticos, Braga disse, durante a chegada do evento que “nem Jesus conseguiu unanimidade”.
“A política é q a arte do diálogo e da conversa. Ninguém consegue unanimidade. Nem Jesus conseguiu unanimidade. Portanto eu estou com muita disposição, com muita alegria, conversando, construindo”, afirmou o pré-candidato ao governo.