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A Crítica
Política

Condenação de Bolsonaro é ignorada fora da “bolha” do PL

Somente os vereadores e deputados amazonenses do mesmo partido que o ex-presidente criticaram a decisão do STF

Publicado em 12/09/2025 às 15h34
Condenação de Bolsonaro é ignorada fora da “bolha” do PL

Somente seis aliados partidários criticaram a sentença de 27 anos e 3 meses do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), os demais parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) ignoraram a condenação de Bolsonaro. 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (11) o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. A pena foi definida após o colegiado entrar na fase de fase da dosimetria das penas após a condenação dos oito réus da trama golpista. 

A decisão foi, por 4 votos a 1, pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O vereador Capitão Carpê (PL) criticou a decisão e fez postagem com legendas que os ministros responsáveis pela condenação, assim como Alexandre de Moraes, receberão sanções dos Estados Unidos, comandado pelo presidente Donald Trump. 

“Fux foi o único ministro que divergiu do entendimento de Moraes e votou para absolver Bolsonaro. Os outros 4 contribuíram diretamente para a pena de 27 anos recebida por Bolsonaro e já estão na mira dos EUA para possíveis sanções”.

Também do PL, Coronel Rosses, afirmou em vídeo que o Brasil privilegia bandidos e que a medida contra Bolsonaro foi feita por um”tribunal fake” que usa da toga para questões políticas. 

“A Justiça que solta traficantes e assassinos é a mesma justiça que manda prender hoje quem dá opinião. Hoje é com Bolsonaro, amanhã será com você. Essa condenação foi só mais uma cena, uma carta marcada, onde as leis e as provas não importam. O Bolsonaro não foi condenado por desviar bilhões de dinheiro público, como o Lula. Bolsonaro está sendo condenado por um tribunal fake”. 

O vereador Raiff Matos (PL) também gravou vídeo criticando a condenação do ex-presidente. 

“Estão usando a toga como arma política. Julgamento rápido, com pressa, narrativa pronta, provas totalmente questionáveis. O STF condenou o Bolsonaro a 27 anos de prisão”. 

Já o vereador Sargento Salazar (PL) tem publicado apoio ao ex-presidente, mas não fez novas publicações no instagram sobre o assunto.

Na Assembleia Legislativa o apoio foi ainda menor, somente dois deputados usaram o Instagram para apoiar Bolsonaro. Delegado Péricles (PL) parabenizou Fux por suas falas em favor da absolvição  e disse que já espera o resultado. 

“O julgamento político acabou como todos nós já sabíamos, Bolsonaro foi condenado por ministros parciais que corriqueiramente decidem contra a direita e não deixam de mostrar todo seu sentimento de vingança contra bolsonaro” 
 

A deputada Débora Menezes, do mesmo partido, publicou vídeo de Trump ameaçando o Brasil com sanções. Além disso, a parlamentar gravou um vídeo dizendo que se Bolsonaro tivesse roubado milhões estaria na presidência, se referindo ao atual presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“27 anos de prisão ao Bolsonaro. Esse é o país onde realmente ser vagabundo compensa. É lamentável a gente ver uma pessoa pegar 27 anos que não é por matar, por roubar, não é por desviar milhões”, criticou. 

Das duas Casas Legislativas, somente dois parlamentares publicaram mensagens comemorando a decisão do STF, são eles: o vereador Zé Ricardo (PT) e o deputado Sinésio Campos (PT). Ambos publicaram em favor da democracia e mensagens como “Brasil Soberano”. 

Parlamentares da CMM que ignoraram a condenação de Bolsonaro: Aldenor Lima (União), Allan Campêlo (Pode), Pai Amado (Avante), David Reis (Avante), Diego Afonso (União), Dione Carvalho (Agir), Eduardo Assis (Avante), Eduardo Alfaia (Avante), Elan Alencar (DC), Eurico Tavares (PSD), Everton Assis (União), Gilmar Nascimento (Avante), Ivo Neto (PMB), Jaildo Oliveira (PV), Jander Lobato (PSD), João Carlos (Republicanos), João Paulo Janjão (Agir), Joelson Silva (Avante), Kennedy Marques (MDB), Marcelo Serafim (PSB), Marco Castilhos (União), Mitoso (MDB), Paulo Tyrone (PMB), Professor Samuel (PSD), Professora Jacqueline (União), Raulzinho (MDB), Roberto Sabino (Republicanos), Rodinei Ramos (Avante), Rodrigo Guedes (PP), Rodrigo Sá (PP), Rosinaldo Bual (Agir), Rosivaldo Cordovil (PSDB), Saimon Bessa (União), Sérgio Baré (PRD), Thaysa Lippy (PRD) e Yomara Lins (Pode).

Da Aleam são eles: Roberto Cidade (União), Adjuto Afonso (União), Abdala Fraxe (Avante), Joana Darc (União), Alessandra Campêlo (Pode), Cabo Maciel (PL), João Luiz (Republicanos), Felipe Souza (PRD), Carlinhos Bessa (PV), Comandante Dan (Pode), Cristiano D’Angelo (MDB), Daniel Almeida (Avante), George Lins (União), Dr. Gomes (Pode), Mayara Pinheiro (Republicanos), Mario Cesar (União), Mayra Dias (Avante), Rozenha (PMB), Thiago Abrahim (União), Wanderley Monteiro (Avante) e Wilker Barreto (PMN).