Corrida antecipada pelo Senado tem seis concorrentes no Amazonas
Pretendem concorrer às duas vagas: Alberto Neto, Eduardo Braga, Marcelo Ramos, Marcos Rotta, Plínio Valério e Wilson Lima
O estado do Amazonas já tem o dobro de pré-candidatos ao Senado em relação aos que pretendem disputar o governo do Amazonas em 2026. Na semana passada, o ex-deputado Marcelo Ramos (PT) se tornou o sexto político interessado em uma das duas vagas que estarão em disputa no próximo ano.
Já para o governo, o senador Omar Aziz (PSD) e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL) lançaram seus nomes para a disputa, que também deve contar com o vice-governador Tadeu Souza (Avante).

Na semana passada, o ex-deputado Marcelo Ramos (PT) se tornou o sexto político interessado em uma das duas vagas que estarão em disputa no próximo ano (Reprodução/ Internet)
Em carta aberta nas ruas redes sociais, Marcelo Ramos afirmou que as eleições de 2026 serão decisivas para o Amazonas, lembrando os episódios em que a Zona Franca de Manaus foi alvo de ataque durante a tramitação da Reforma Tributária.
“Se o senador Omar Aziz for mesmo candidato ao governo, restará Eduardo Braga disputando a reeleição. Não podemos correr o risco de perder espaço estratégico no Congresso. Pior ainda: há quem queira transformar o Senado em uma trincheira contra a democracia. Querem desmontar o STF, anistiar golpistas e empurrar o Brasil de volta ao autoritarismo”, disse.
O ex-deputado colocou seu nome à disposição do Partido dos Trabalhadores para disputar uma das cadeiras do Senado no ano que vem, dizendo estar pronto e ter “coragem, preparo e amor suficiente pelo meu povo para não me omitir”.
“Eu sou pré-candidato a senador e isso será resolvido no PT no momento correto. O senador Eduardo [Braga] é da base do presidente Lula, ele tem uma das vagas e é absolutamente natural que o PT tenha a outra. Não existe nenhuma contradição nisso”, afirmou.

O senador Eduardo Braga (MDB) deve se candidatar à reeleição (Reprodução/ Internet)
Os senadores Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) são os atuais ocupantes das cadeiras que entrarão em disputa no ano que vem. Naturalmente, ambos são candidatos à reeleição e já se articulam para tentar manter-se na casa alta do Legislativo federal.
Eles devem enfrentar a concorrência, ainda, do governador Wilson Lima (União). Embora não tenha se declarado pré-candidato oficialmente, o chefe do Executivo amazonense é candidato natural ao Senado por estar em seu segundo mandato.

O senador Plínio Valério (PSDB) deve se candidatar à reeleição em 2026 (Reprodução/ Internet)
Desde 1989, todos os governadores eleitos disputaram e venceram a eleição para senador, a exceção de José Melo, que foi cassado em 2017, e David Almeida (Avante), que exerceu a função interinamente.

Apesar de não ter declarado pré-candidatura, Wilson Lima (União) é candidato natural ao Senado por estar em seu segundo mandato (Reprodução/ Internet)
No campo bolsonarista, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) foi anunciado como pré-candidato ao Senado pelo presidente do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento. Alberto é escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e faz parte da estratégia de seu campo em formar maioria no Senado para tentar passar o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Alberto Neto é o representante do bolsonarismo para o Senado. Deputado faz parte da estratégia da direita para aumentar quantidade de representantes nas casas legislativas (Reprodução/ Internet)
Outros nomes
Outro nome anunciado foi o do ex-vice-prefeito Marcos Rotta pelo Avante do prefeito David Almeida. Após o anúncio, Rotta começou a participar de agendas com o gestor municipal e tem aparecido em vídeos ao lado de Almeida, muito embora ele tenha uma aliança com o senador Eduardo Braga.

Marcos Rotta pode ser indicado por David Almeida apesar de ter aliança com Eduardo Braga (Reprodução/ Internet)
Dois nomes ainda podem acabar entrando na corrida eleitoral: o do próprio David Almeida, para o governo, e o da secretária de Mulheres do PT, Anne Moura, para o Senado.