Marília Freire, do Psol, é a quarta entrevistada do podcast ‘As Amazonas’
Marília Freire propõe captar entre 5% a 10% do ‘pink money’ arrecadado pelo Estado para bancar políticas de manutenção de abrigos para pessoas da comunidade LGBTQIAP+
A candidata ao Senado pelo PSOL, Marília Freire disse em entrevista ao podcast As Amazonas do Jornal A CRÍTICA, que vai atuar no Senado Federal para criar um fundo para financiar abrigos e a entrada na universidade de pessoas da comunidade LGBTQIA +. Freire é a quarta entrevistada do podcast nesta série de entrevistas com candidatos ao Senado.
Marília Freire propõe captar entre 5% a 10% do ‘pink money’ arrecadado pelo Estado para bancar políticas de manutenção de abrigos para pessoas da comunidade LGBTQIAP+ que são expulsas de casa.
“Pink money é o dinheiro que circula a título de serviços e mercadorias que envolvem a comunidade LGBTQIAP +. A minha proposta é pegar uma porcentagem muito pequena, algo como 5% ou até 10% do que o Estado recolhe a título de imposto que incide sobre esse pink money que circula e que esse valor seja destinado também para manutenção da população LGBT nas universidades”, explicou a candidata.
Marília também explicou uma outra proposta que abrange a população LGBTQIA +. Lésbica e formada em direito, a candidata se comprometeu a agir no Senado para acelerar a tramitação do estatuto da diversidade que já tramita no Congresso Nacional, mas que segue parado desde 2019.
Esse estatuto vai garantir em lei direitos civis para a comunidade LGBT como o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoação por pessoas dessa comunidade. Atualmente, o casamento homoafetivo é permitido no Brasil por conta de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
“São coisas hoje em dia que são apenas contempladas por decisões do Supremo. Daqui a dez anos, o STF pode ter uma outra formatação e esses direitos serão levados numa enxurrada por conta de uma mobilização até menos progressista. A gente precisa de uma lei que resguarda alguns desses direitos. Esse estatuto é uma via bem importante nesse sentido”, destaca Marília.
Marília Freire é a única candidata mulher ao Senado nestas eleições e assumidamente lésbica. Freire cobra que a ascensão das mulheres na política não deve ser limitada apenas a partidos de esquerda e adiciona que todos os partidos têm que ser ocupados por mulheres.
Marília conta ainda que não teve dificuldade e nem temor de ser declarar lésbica como candidata majoritária. Ela esclarece que isso não foi nem pensado do ponto de vista político, mas como uma forma de se posicionar e se afirmar.
“A gente coloca as coisas como elas são até para se afirmar neste espaço. Não sou uma pessoa que estou afastada do movimento. Não só estou no movimento de promoção dos direitos LGBT como sou uma pessoa integrante da sigla”, afirma.
Freire registra que a proposta de uma candidatura LGBTQIA + é fazer políticas públicas para todos os segmentos, inclusive, segundo ela, para os “héteros”. “A gente precisa construir políticas para todas as pessoas. Agora, a nossa representativa é importante. Em relação às mulheres existem questões que só a gente vivencia”, finalizou.
Todas às quarta-feiras às 19h, o podcast As Amazonas entrevistará um candidato ao Senado ao vivo pelo canal do YouTube do portal A CRÍTICA. A entrevista com Elissandro Bessa também pode ser ouvida no perfil d’As Amazonas no Deezer e no Spotify.
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