Michelle Bolsonaro convoca mulheres amazonenses para “guerra espiritual” contra a esquerda
A primeira-dama esteve no palco do evento "Mulheres Pelo Brasil", que ocorreu nesta terça-feira (11), em uma casa de festas na Zona Oeste de Manaus
A primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro e a primeira-dama do Amazonas Taiana Lima convocaram as mulheres amazonenses a votarem no presidente Jair Bolsonaro (PL) e no governador Wilson Lima (UB). As duas dividiram o palco do evento “Mulheres Pelo Brasil” que ocorreu nesta terça-feira (11), em uma casa de festas na Zona Oeste de Manaus.
No discurso para 5 mil mulheres, Michelle chamou as eleições de “batalha espiritual” e pediu uma oração para o público, que em maioria era constituído por cristãs, para que o “partido das trevas” não voltasse ao poder, uma clara referência ao Partido dos Trabalhadores, do ex-presidente Lula, adversário de Bolsonaro no segundo turno.
“Estamos passando por um momento de guerra espiritual. A nossa tristeza é de ver muitos cristãos ainda caindo no conto de que se ele voltar ele vai dar comida, se ele não conseguiu entregar água que é um bem que e vida para os nossos nordestinos. Enrolou 16 anos para poder entregar a transposição do Rio São Francisco. Você acha que um homem desses que não levou água, que é o básico, vai entregar picanha?”, questionou a primeira-dama.
Michelle ainda defendeu o marido ao afirmar que ao chegar ao governo não havia projetos referentes às pessoas com deficiência, nicho que ela tem tomado para si. A primeira-dama ainda disse que Bolsonaro não gosta de se vangloriar por projetos feitos por ele e isso teria sido utilizado pelos adversários para dizer que ele “não gosta de mulheres”.
Ela ainda destacou ações do governo atual direcionadas às mulheres. Segundo ela, 78 leis teriam sido criadas durantes pouco mais de 3 anos e a meta é chegar até o fim de 2022 com 100 leis com demandas femininas aprovadas.

(Foto: Gilson Mello)
“A esquerda como é uma lado mentiroso que gosta de se promover tornou isso como um presidente que não gostava das mulheres, mas a gente como cristãs, como cristãos sabemos que o pai da mentira é o diabo. Nós sabemos que hoje não estamos lutando com partido nós estamos lutando contra uma ideologia do mau, contra um partido das trevas e nós vamos orar interceder para que esse partido não volte, porque se ele voltará os nossos brasileiros não tem nem está onde ir”, cutucou Michelle Bolsonaro ao dizer que foi a Roraima e ouviu o relato de uma imigrante Venezuelana.
“Isso é um governo comunista. Isso é um governo. Isso é um governo ditador, que mata, que destrói. Nós não queremos isso para a nossa nação que tem promessa de Deus. Que tem promessa de abençoar outras nações”, declarou.

(Foto: Gilson Mello)
A caravana de mulheres bolsonaristas acompanhadas de Michelle Bolsonaro tenta virar o voto das mulheres. O grupo é um dos que mais rejeitam o atual presidente. Na última pesquisa DataFolha a preferência por Jair Bolsonaro entre as mulheres oscilou de 28% para 29% e a rejeição, de 53% para 55%.
Junto a ela no palco estavam parlamentares amazonenses como as deputadas Therezinha Ruiz (PL) e Mayara Pinheiro (Republicanos) e a vereadora Thaise Lippy; de Brasília como a senadora Bia Kics (PL) e a vice-governadora eleita, Celine Leão (PP); do Amapá, a deputada federal recém-eleita Silvia Waiãpi; e do Acre como a deputada Ana Lúcia Câmara.
A mais aclamada entre elas foi a ex-ministra da Mulher, Direitos Humanos e Cidadania e a senadora eleita por Brasília, Damares Alves (PL) que também saiu em defesa do presidente. A ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina não compareceu ao evento.

Presente no evento, a ex-ministra da Mulher, Direitos Humanos e Cidadania e, agora, senadora eleita por Brasília, Damares Alves (PL), também saiu em defesa do presidente (Foto: Gilson Mello)
“Bolsonaro é o presidente que mais fez pelas mulheres. Vocês precisam nos ajudar a desfazer essa mentira que a esquerda inventou. A esquerda que manteve o nosso povo na miséria”, disse e acrescentou: “Vocês mulheres da Amazônia, vocês tem muito parentes fora daqui, mande mensagem e fale o seguinte: nós sabemos o que o Bolsonaro está fazendo pelas mulheres ribeirinhas, indígenas e mulheres da área urbana de Manaus. Nos ajude. A esquerda quer voltar ao Brasil o que fizeram com a Venezuela. Nós não vamos aceitar”, encerrou Damares conclamando as presentes a entoar o lema bolsonarista de “a nossa bandeira jamais será vermelha”.