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A Crítica
Política

Negociação salarial dos professores de Manaus se arrasta e sindicato busca apoio de vereadores

Membros da Asprom-Sindical pregam diálogo e dizem não querer chegar ao ponto de deflagrar greve. Segundo os educadores, a correção da data-base está atrasada há dois meses

Publicado em 14/06/2023 às 19h38
Negociação salarial dos professores de Manaus se arrasta e sindicato busca apoio de vereadores
Foto: Divulgação/CMM

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) pediu nesta quarta-feira (14) que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) intermedie a negociação com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para a concessão do reajuste salarial aos professores da rede municipal de ensino.

O presidente do Asprom Sindical, professor Lambert Melo, afirmou durante sessão da CMM nesta manhã que a categoria não quer deflagrar greve e que ela prefere resolver a questão através do diálogo, mas reforçou a urgência na retomada da negociação.

“Temos urgência e pressa. Já está atrasada a data-base (período do ano destinado à correção salarial) há dois meses e por isso gostaríamos muito que a negociação fosse retomada e viemos em busca desse apoio para os senhores pudessem intervir nessa negociação para que solucionemos essa pendência o mais rápido possível”, disse Lambert da tribuna da CMM.

Ainda conforme ele, as negociações com a Semed iniciaram em abril. A Semed chegou a apresentar apenas a reposição da inflação, mas foi rejeitada pela classe. Após a negativa, a secretaria apresentou uma proposta de reajuste de 4,5%. A contraproposta foi rejeitada em assembleia geral realizada no dia 6 de julho.

Os professores pedem o reajuste salarial de 15%, além do reajuste de 50% do auxílio alimentação. Lambert destaca que o sindicato fez sinais para a Semed, reduzindo o reajuste salarial de 15% para 12% e reduzindo a recomposição do auxílio alimentação de 100% para 50%.

“Enviamos essa contraproposta imediatamente na semana passada após a assembleia. E infelizmente, fomos surpreendidos com esse silêncio. Tem mais de uma semana que a Secretaria Municipal de Educação não tem mais nenhuma comunicação com o sindicato e nem com a categoria a respeito da nossa data-base que já está atrasada”, reforçou Lambert.

O presidente da comissão de educação, vereador professor Samuel (PL), convocou os membros do colegiado para uma reunião com a Asprom Sindical a fim de ouvir as reivindicações que não foram atendidas.

Professor Samuel garantiu que entrará em contato com a secretária municipal de educação, Dulce Almeida, para um encontro com a secretária para uma nova rodada de negociação.

A CRÍTICA procurou a secretária Dulce Almeida e a Semed e aguarda um posicionamento.