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A Crítica
Política

Ninguém administra com as pernas, rebate Amazonino

Ex-governador divulga vídeo contestando críticas ao seu estado de saúde

Publicado em 09/07/2022 às 10h07
Ninguém administra com as pernas, rebate Amazonino
Foto: Reprodução/Instagram do pré-candidato

Após as dificuldades de locomoção do ex-governador Amazonino Mendes (Cidadnia) repercutirem nas redes sociais, o pré-candidato ao governo do Amazonas, rebateu  as críticas sobre o seu estado de saúde, dizendo que “não é crime ser velho” e que “ninguém administra com as pernas”. 

Amazonino, que está tecnicamente empatado com o governador Wilson Lima (UB) na liderança das pesquisas de intenção de votos para o governo do Estado, lembrou que o presidente americano Franklin Delano Roosevelt governou os Estados Unidos “em plena Segunda Guerra Mundial numa cadeira de rodas”.

“Chega dessa história. Ah, que o Amazonino é velho. Meus amigos, ser velho não é crime. Nunca foi. O presidente dos Estados Unidos, o inesquecível Frank Delano Roosevelt, administrou aquele país em plena Segunda Guerra Mundial numa cadeira de rodas. Porque ninguém administra com as pernas. A gente administra com isso”, disse Mendes apontando para a sua cabeça. O vídeo foi publicado em uma rede social na quinta-feira (7). 

Amazonino Mendes, atualmente tem 82 anos de idade, foi governador do Amazonas por quatro mandatos. Foi derrotado no segundo turno das eleições de 2018 pelo então candidato Wilson Lima (PSC). 

Nesta semana, o ex-governador precisou de ajuda para se levantar da mesa do evento de posse da nova presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), realizado na segunda-feira (4). As imagens foram usadas  nas redes sociais para levantar dúvidas sobre o rigor físico dele. 

A última gestão de Amazonino se deu em 2017 quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do então governador José Melo (Pros) por compra de votos nas eleições de 2014. 

Naquela época, Amazonino derrotou o senador Eduardo Braga (MDB) no segundo turno. Mendes teve 59,21% dos votos, contra 40,79% de Braga. E emplacou um mandato tampão até 2018.