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Política

OAB-AM é acionada por presos amazonenses em Brasília

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) foi acionada por três amazonenses que foram detidos em Brasília nos atos de vandalismo em Brasília, no último domingo (08)

Publicado em 13/01/2023 às 19h59 · Atualizado em 13/01/2023 às 20h05
OAB-AM é acionada por presos amazonenses em Brasília
Foto: reprodução

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) foi acionada por três amazonenses que foram detidos em Brasília nos atos de vandalismo em Brasília, no último domingo (08), protagonizados por apoiadores extremistas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles denunciam altas temperaturas e má qualidade na alimentação no ambiente de confinamento. 

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM, Caupolican Padilha, informou ao A CRÍTICA que as defesas de duas mulheres, de aproximadamente 30 e 50 anos respectivamente, e um homem de 40 anos, solicitaram na tarde desta quinta-feira, um pedido para que o órgão verifique as condições nas quais os presos estão submetidos.

Caupolican não soube precisar onde estes amazonenses estariam no momento, e se já passaram pela audiência de custódia pois, segundo ele, as informações ainda estão sendo recolhidas junto a Comissão dos Direitos Humanos da OAB nacional e Distrito Federal.

Após serem detidos, em ações policiais no domingo e na segunda-feira, os bolsonaristas foram encaminhados para galpão da Academia da Polícia Federal. Desde lá, 1.166 pessoas (673 homens e 493 mulheres) foram presas e transferidas para presídios do Distrito Federal, a maioria para o Complexo da Papuda. 

“São questionamentos normais de presos. Na Comissão de Direitos Humanos nós recebemos muitas reclamações do sistema carcerário local. Uma das reclamações é que teria morrido alguém lá, mas a OAB Nacional e local e até a mídia já divulgou que essa informação é falsa. É basicamente isso que eles estão alegando”, contou Padilha. 

A OAB-AM deve atuar para coibir e denunciar possíveis violações aos direitos fundamentais dos presos, ato que, para Caupolican “uma questão humana de solidariedade”. 

“Mais do que isso nós não podemos fazer. Eles terão que contratar advogados lá para fazer a defesa deles. Mais do que isso foge a nossa competência”, concluiu. 

Questionado sobre a quantidade de amazonenses presos em Brasília, o advogado disse ainda não há número definido, pois eles precisariam entrar em contato com a OAB-AM. Para que esse levantamento fosse realizado, segundo ele, é necessário avaliar um a um os mais de mil processos.