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A Crítica
Política

Omar Aziz defende ‘programa de Estado’ e promete campanha propositiva no 2º turno

Candidato mais votado no primeiro turno, senador afirma que adversários não são inimigos e diz que pretende ampliar o diálogo com segmentos políticos e aliados do interior

Publicado em 04/10/2026 às 22h03
Omar Aziz defende ‘programa de Estado’ e promete campanha propositiva no 2º turno
Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA

Candidato com maior número de votos no primeiro turno da eleição para o governo do Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) afirmou, em pronunciamento feito com 93% das urnas apuradas, que o mais importante, independentemente de números e resultados, é o Brasil ser uma democracia. O candidato defendeu ainda que, em vez de um projeto de governo, seja discutido um “programa de estado”.

“É um país que tem o direito de escolher. Errar ou acertar, mas tem esse direito de escolher. E eu espero que nesse segundo turno, a gente possa agora, com dois candidatos, conseguir apresentar melhor as nossas propostas, explicar melhor onde a gente vai buscar esses recursos e como nós vamos fazer o que devemos fazer”, declarou.

Omar ficou em primeiro lugar e terá Maria do Carmo Seffair (PL), segunda colocada no primeiro turno, como adversária no segundo turno das eleições, que acontece no dia 25 de outubro. 

Omar falou também da importância de ouvir os segmentos e lembrou que tem uma candidata a vice-governadora mulher – a deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) –, que tem um trabalho muito grande em defesa do direito das mulheres. “É uma pessoa que tem posições. Ela não fica em cima do muro. Espero que a gente possa ter esse espaço pra discutir democraticamente”, disse o candidato

Sobre os candidatos adversários que não passaram para o segundo turno, Omar Aziz declarou que nenhum deles é seu inimigo. “Ninguém é inimigo meu. Eu não tenho inimigos. Eu tenho adversários. Em todos os debates fui muito respeitoso com todos, assim como foram comigo também. Isso faz parte do processo político”, afirmou.

O candidato afirmou ainda, falando sobre os adversários, que não se governa sozinho. “Quem divide não soma. Você tem que governar com todos. Você será o governador de todos, independente de posições políticas e ideológicas, de cor ou credo. Você não pode querer ser governador de um segmento só. Ou de uma parte da população”, disse.

Ao declarar que o Estado tem problemas sérios para resolver, Omar Aziz citou o atual governador Roberto Cidade (União), que concorria à reeleição e ficou em terceiro lugar no primeiro turno. “Espero que o governador Roberto Cidade foque muito no estado para que quem quer que seja o vencedor lá na frente possa pegar um estado seguro, com segurança para fazer as mudanças”, afirmou.

Parabéns aos adversários

Omar também parabenizou a candidata Maria do Carmo Seffair, que vai disputar com ele o segundo turno, e os candidatos David Almeida e Roberto Cidade, que também estiveram na corrida pelo governo do Amazonas no primeiro turno.

O senador garantiu que vai participar dos debates durante a campanha do segundo turno das eleições. “Eu vou, como fui no primeiro turno. Eu era primeiro lugar em todas as pesquisas e não fugi a nenhum. É um espaço que a gente tem e a gente tem que ocupar esse espaço. Se não, vem outro e ocupa”, disse. Omar agradeceu ainda a população do Amazonas, que confiou nele, tanto na capital quanto no interior. 

Ao informar que vai se reunir com aliados do interior nesta semana, o candidato declarou que pretende conversar sobre um programa de estado e não sobre um programa de governo. 

“Espero que no segundo turno, a gente possa ter essa interlocução melhor. Essa semana vou ter uma reunião com todos os aliados do interior. Vou pedir para todos virem para cá. Vou conversar com todos que estiverem dispostos a conversar em cima de propostas, de plataforma, em cima de programa de Estado. Nós não temos que ter mais projeto de governo, nós temos que ter programa de Estado”, pontuou.

Omar falou também sobre o desafio da reforma tributária. “Nós vamos mudar da origem para o destina a arrecadação. Então, nós temos que fazer ajustes importantes no Estado. Eu tenho experiência para isso, tenho equipe para isso. A gente vai ter que discutir muito isso. Não podemos ficar no chavão: direita, esquerda, centro”, afirmou.