Petrobras impede funcionários da Reman de votar, denuncia Sindipetro
Em um documento encaminhado aos petroleiros, a Petrobras assegura a liberação de saída somente para os trabalhadores que foram convocados a atuar como mesários. Sindicato denuncia ato inconstitucional
O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro/AM) recebeu denúncias de que os funcionários Refinaria Isaac Sabbá (Reman) não poderão exercer o seu direito ao voto nas eleições municipais 2020, por força de uma orientação da Petrobras.
No documento, encaminhado aos petroleiros, a Petrobras assegura a liberação de saída somente para os trabalhadores que foram convocados a atuar como mesários. O restante dos funcionários, não poderiam comparecer às urnas no domingo e a empresa recomendou que os empregados justifiquem a sua ausência junto a Justiça Eleitoral.
O Sindipetro/AM questiona a medida da Petrobras em relação às eleições municipais e exige da Reman medidas para que a categoria possa se ausentar do trabalho durante a votação, pois a empresa não poderia impedir o trabalhador de exercer o direito de voto, mesmo durante o horário de trabalho como funciona o regime de turnos na Reman.
“Os petroleiros e petroleiras estão exigindo a validação dos seus votos. E mesmo em trabalho, eles possuem esse direito de forma legal. Essa é a primeira eleição que a Petrobras aplica medida em que restringe a categoria a votar. Nas eleições anteriores, a empresa mantinha uma escala de funcionários, garantindo o direito de voto de todos os trabalhadores”, ressalta diretor do Sindipetro/AM, Marcus Ribeiro.
O diretor acusa a Petrobras de realizar medidas inconstitucionais. Em nota, a empresa julgou como improcedentes as acusações. Segundo a assessoria de imprensa da estatal, o comunicada informa aos funcionários que não poderiam sair durante o turno, mas antes ou após o horário do expediente estariam liberados para votar e aqueles que desejarem não ir às urnas poderão solicitar da empresa documento oficial para justificar a ausência.