Manaus qui, 5 nov
A Crítica
Política

Tayah migra para o MDB de Braga e ingressa na base de David na CMM

Vereador, que já presidiu a CMM, foi empossado na sexta-feira após ganhar um processo no TRE-AM por fraude à cota feminina na eleição de 2020

Publicado em 08/04/2024 às 18h18
Tayah migra para o MDB de Braga e ingressa na base de David na CMM
Foto: Divulgação / CMM

Recém-empossado, o vereador vereador, Isaac Tayah, em sua primeira participação na Câmara Municipal de Manaus (CMM)  fez um discurso alinhado ao prefeito David Almeida (Avante), ensaiando críticas ao sistema estadual de saúde, ressaltando que comporá a base governista. E informando que  migrou para o MDB do senador Eduardo Braga. “Isso mostra pra gente que nós temos uma liderança que pode chegar a ter uma diferença na votação”, afirmou o vereador.

O parlamentar, que presidiu a CMM entre 2011 e 2012, foi diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) na manhã de sexta-feira, e na tarde do mesmo dia tomou posse na CMM. Ele volta à Casa por meio de um processo por fraude na cota feminina das eleições de 2020 que provocou a cassação do vereador Peixoto (Agir). O caso ainda será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Nós estamos na política desde 1996 e tivemos alguns atrapalhos durante o processo e comecei como vereador. Coincidência ou não, não temos nada contra os vereadores, mas entramos em processo contra 4 partidos e infelizmente teve resultado nos vereadores e por isso estou aqui”, disse Tayah. 

Tayah disse que chega numa casa acalorada, referindo-se ao clima de tensão entre situação oposição na CMM em função do período eleitoral. “Uma coisa que tenho observado é que a saúde está muito precária, acho que estamos em 1996 ainda, hoje faltam fios, hoje falta remédio, falta tudo e temos salários dos médicos atrasados”, disse o vereador que é médico.

O lançamento da candidatura do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Roberto Cidade, à Prefeitura de Manaus pelo União, há duas semanas demarca o rompimento do governador Wilson Lima com David Almeida. Na janela partidária, que encerrou na sexta-feira, o União também passou a contar em seus quadros com o presidente da CMM, Caio André, o que explica a elevação da temperatura no plenário da Casa.  

“Como eu falei, as forças ocultas atrapalharam o meu trajeto. Se ele fosse visto direito, nós ganhamos no final no TRE, mostrando que a gente estava com razão, podia ser feita essa razão em 2020. A gente foi eleito pelas pessoas que estão nos representando, na nossa população, e nós estamos aqui para mostrar isso. Claro, pelo partido que nós estamos, está do lado do prefeito”, disse Tayah. 

Em meio a manifestação dos professores da rede municipal, o vereador disse ‘cair de paraquedas’ nos debates do reajuste salarial dos docentes. 

“Como eu cheguei de paraquedas aqui, eu digo de paraquedas porque eu caí aqui, eu não sei a confusão que estava, mas olhando tem pessoas que fazem política, têm pessoas que fazem sua reivindicação. Tem que diferenciar o que é político e o que é reivindicação”, argumentou o vereador.

“O que a administração pleiteia, né? O que nós temos de orçamento para poder concluir aquilo que nós queremos. Não adianta a gente achar que pode ser 10%. Hoje o remédio, por exemplo, é um exemplo. O remédio tem remédio que é 40% de aumento. Eu sou professor da faculdade, meu valor é menor que o da Semed. Eu tenho mestrado e estou caminhando para o doutorado. Então, se você for ver, tem várias coisas que têm que ser ajustadas. Mas, como nós estamos em Manaus, a reivindicação agora é os professores, nós vamos tentar conversar, eu, com um pouco de experiência que nós temos, nós vamos começar com o prefeito, mas quem dá a determinação é o prefeito e o diretor da Semed”, disse o novo integrante da base de David na CMM.