Tom moderado de Sinésio sobre visita de Maduro ao Brasil gera críticas na Aleam
Discurso do deputado Sinésio Campos (PT) nesta quarta-feira (31) sobre a visita do presidente venezuelano ao Brasil gerou críticas de deputados de direita Mário César Filho (UB) e Débora Menezes (PL)
O tom moderado do discurso do deputado Sinésio Campos (PT) nesta quarta-feira (31) sobre a visita do presidente venezuelano ao Brasil gerou críticas de deputados de direita Mário César Filho (UB) e Débora Menezes (PL).
Sinésio Campos defendeu a retomada das relações diplomáticas entre a Venezuela e o Brasil. Para ele, os Estados Unidos são culpados pelo atual estado da economia venezuelana por conta de sanções econômicas contra o país por violações de direitos humanos.
“Quem quer ter um vizinho que esteja com dificuldades. Se existe uma região que está sendo penalizada com a crise da Venezuela é o Amazonas. Quando vejo que a Venezuela vive uma situação de penúria é a hora de dizer: ‘Maduro, cuida bem do teu povo’”, discursou Sinésio.
Débora Menezes rebateu Sinésio e disse que quando o Brasil recebe um ditador em referência ao presidente da Venezuela, Lula coloca a democracia brasileira em risco.
A deputada comparou de forma infundada a situação do país vizinho a cassações de deputados de direita pelo Tirbunal Superior Eleitoral (TSE).
“A gente vai solucionar esse problema emprestando R$ 13 bilhões para Venezuela. A gente acaba colocando a democracia em risco quando recebemos um ditador. Temos visto diversos deputados sendo cassados e censurados que foram eleitos como eu e vossa excelência e somos coniventes com este tipo de ação”, retrucou.
Sinésio respondeu que Lula não dá dinheiro ao, mas que investiu no país e novamente responsabiliza os EUA por “usurpar” dinheiro do tesouro venezuelano. O deputado esclareceu a sua posição referente à Venezuela dizendo que é contra qualquer sociedade em que se tem ditadura e que não se abre o diálogo.
Mário César Filho disse que ficou profundamente envergonhado ao ver Lula recebendo um tirano. O deputado rememorou o êxodo do povo venezuelano ao Amazonas provocado pela descontrole econômico do governo de Maduro que gerou uma inflação galopante minando severamente o poder de compra dos venezuelanos.
“O povo da Venezuela até um tempo desse estava comendo rato. Um presidente ditador que não foi eleito de forma democrática que teve eleição com suspeição, ou seja, ganhou a eleição de forma ditatorial. Esse líder não tem o meu respeito. Tem que ter diálogo, mas o presidente da República não tem que ter diálogo com ditador, assassino como Maduro”, criticou.
Sinésio ironizou o relato feito por Mário César respondendo que foi técnico de zootecnia e que ratos têm leptospirose cujo consumo causaria a morte.
“Se o rato foi vacinado, ele não tem leptospirose porque ela mata, é letal. Então, se está comendo rato, tenho certeza que não tem ninguém vivo. Por isso que defendo a vacina para todos. Tem gado aqui no Brasil que se não for vacinado contra a febre aftosa vai fazer com que a gente não venda o nosso rebanho para outros países”, declarou.