Manaus dom, 8 nov
A Crítica
Política

Vereadores criticam transferência de PMs presos no Amazonas

Capitão Carpê e Coronel Rosses afirmam que policiais custodiados correm riscos na nova unidade prisional.

Publicado em 13/05/2026 às 17h12
Vereadores criticam transferência de PMs presos no Amazonas
Foto: Reprodução

Eleitos com a bandeira da segurança pública, os vereadores Capitão Carpê (PL) e Coronel Rosses (PL) criticaram a transferência de policiais militares presos por crimes como homicídio, estupro, extorsão e sequestro para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Amazonas (UPPM-AM).

A operação, realizada na terça-feira, transferiu 71 custodiados por recomendação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), após o órgão apontar “falhas graves” no antigo modelo de custódia. Durante inspeções na unidade anterior, foram encontrados televisores, bebidas alcoólicas e até pizzas solicitadas por aplicativo.

“Determinação judicial não tem nenhuma. Existe uma recomendação do Ministério Publico, que não é determinação. Então, o Estado teve tanto tempo, recursos para colocar os nossos policiais militares que estão presos em uma situação segura e nada fizeram”, criticou o vereador Capitão Carpê em vídeo publicado nas redes sociais.

Ao lado do parlamentar, o vereador Coronel Rosses afirmou que ambos devem atuar politicamente em defesa dos policiais militares custodiados.

“Vamos fazer o trabalho que muitos outros policiais parlamentares não fazem, de vir aqui defendê-los, tentar fazer de tudo para protegê-los no momento em que estão ali e, principalmente, cobrar do governo”, comentou.

Risco

Os vereadores avaliam que a transferência dos policiais para a nova unidade representa risco à integridade dos custodiados. A UPPM-AM funciona no antigo prédio do Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.

“Não vamos ficar calados. Podem ter certeza que, a partir de hoje, estaremos juntos com os familiares dos presos que estão sofrendo nesse momento”, disse Rosses.

Capitão Carpê também criticou a forma como a operação foi conduzida e afirmou que os próprios policiais envolvidos na transferência foram expostos a uma situação delicada. A ação foi marcada por tensão e confusão entre familiares que tentaram impedir a remoção dos presos.

“Colocaram nossos policiais militares que estavam em serviço em uma situação totalmente desconfortável, tendo que fazer essa remoção de policiais militares para um local que, infelizmente, não vai trazer a segurança que precisam, já que são pessoas que têm que ser tratadas diferente”, pontuou.

O artigo 295 do Código de Processo Penal (CPP) prevê prisão especial antes da condenação definitiva para determinadas autoridades e agentes públicos, incluindo oficiais das Forças Armadas e militares estaduais.