Atendimento a pacientes com Covid-19 terá reforço de HUGV e Beneficente
De acordo com secretária Simone Papaiz, HUGV irá disponibilizar 18 leitos de UTI e mais 45 clínicos; quantidade de leitos da Beneficente Portuguesa não foi informada
A rede de atendimento aos pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de Covid-19 vai contar com o reforço de dois dos principais hospitais de Manaus: o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e Hospital Beneficente Portuguesa. A informação foi confirmada pela secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, durante apresentação dos números da doença no Amazonas.
De acordo com Simone Papaiz, o HUGV, que é um hospital federal administrado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), deve ceder 18 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais 45 leitos clínicos para pacientes que precisam de internação mas ainda com gravidade menor. “Hoje pela manhã tive uma conversa com o diretor do hospital para que possamos acelerar as tratativas e a direção ressaltou a necessidade de continuar a assistência em neurocirurgia e traumatologia, mas confirmou ter um fluxo para aporte de leitos clínicos e de UTI”, explicou a secretária.
De acordo com ela, assim que os leitos aparecerem no sistema chamado de Complexo Regulador – uma espécie de central que reúne as necessidades dos pacientes da rede pública e a disponibilidade de leitos para transferência – os pacientes que hoje estão em SPAs e UPAs serão transferidos para essas novas unidades. “O Estado só consegue regular (transferir) o paciente na medida que as instituições colocam seus leitos à disposição no sistema de regulação”, reforçou a secretária.
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O Estado aguarda que o Hospital Beneficente Portuguesa também coloque seus leitos à disposição, o que também foi sinalizado pela direção da unidade para a Susam. Não foi especificada a quantidade de leitos que serão cedidos ao Estado nesta unidade. “O Estado do Amazonas já tinha um déficit de leitos para internação e de leitos de UTI, essa deficiência não é atual. Isso vem com o decorrer do tempo e agora veio, nesse momento do Covid, impactar na assistência. (…) Por isso estamos nessa busca incessante para que esses leitos sejam ampliados”.
De acordo com ela, a necessidade de ampliação de leitos surge também para que possam ser separados os pacientes que possuem Covid-19 ou suspeita daqueles que buscam as unidades de saúde, especialmente aquelas de pronto-atendimento, por outros motivos. “A medida que a gente consegue aumentar o número de leitos, conseguimos tirar esses pacientes (com Covid-19 ou suspeita) das unidades de prontos atendimento para as unidades de referência”.
Para concretizar a ampliação de leitos, o Estado precisa fazer ainda contratação de pessoal. Recentemente, foram selecionados 704 técnicos de enfermagem para atuação nas unidades, assim como foram convocados profissionais de diversas especialidades em Saúde que haviam passado no Concurso dos Bombeiros de 2009. Agora, segundo a secretária, existe tratativas para a contratação de médicos intensivistas. “Lembrando que para cada ampliação de quadro há a necessidade de contratação de RH e aquisição de equipamentos e insumos”, ressaltou