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A Crítica
Saúde

Cardiologista do AM explica nova classificação da pressão arterial e alerta para pré-hipertensão

Aristóteles Alencar destaca que valores entre 12x8 e 13x9 exigem maior atenção e reforça a importância da prevenção para evitar complicações cardiovasculares

Publicado em 19/09/2025 às 12h22
Cardiologista do AM explica nova classificação da pressão arterial e alerta para pré-hipertensão
Foto: Acervo Pessoal

A pressão arterial considerada “normal” acaba de ganhar uma nova definição no Brasil. Segundo diretriz divulgada durante o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, valores entre 120-139 mmHg de pressão sistólica e/ou 80-89 mmHg de diastólica passam a ser classificados como pré-hipertensão. A mudança, proposta pelas Sociedades Brasileiras de Cardiologia (SBC), Nefrologia (SBN) e Hipertensão (SBH), tem como objetivo antecipar o diagnóstico e reduzir riscos de doenças cardiovasculares.


 

A nova classificação, no entanto, gerou dúvidas entre profissionais da saúde e pacientes. Isso porque diferentes entidades internacionais — como a Sociedade Europeia de Cardiologia e o Colégio Americano de Cardiologia — adotam critérios próprios, o que pode confundir o público. A nova definição se deu durante o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado esta semana no Distrito Anhembi, em São Paulo. O Cardiologista Aristóteles Alencar, presente no congresso definiu a atualização.

“Cada sociedade lança sua diretriz, e isso acaba gerando interpretações diferentes. Mas no caso brasileiro, a pressão ideal continua sendo abaixo de 12 por 8. O que mudou foi o alerta para quem está próximo disso”, explica o especialista. 

Segundo ele, indivíduos com pressão entre 120 e 129 mmHg sistólica e 80 a 89 mmHg diastólica devem ser monitorados com mais atenção, mas não necessariamente tratados com medicamentos.

“Não é motivo para alarme. O importante é manter o acompanhamento médico e, quando necessário, realizar exames como o MAPA — Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial — que avalia a pressão ao longo de 24 horas”, afirma.

Dr. Alencar também destaca que o diagnóstico deve levar em conta o histórico clínico do paciente. “Se houver outras condições, como doença renal ou diabetes, mesmo uma pressão considerada ‘normal’ pode exigir intervenção precoce para evitar complicações futuras.”

A nova diretriz reforça a importância da prevenção como estratégia central. Além do controle da pressão, recomenda-se a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, redução do consumo de sal e álcool, e controle do estresse.

Apesar da atualização, especialistas alertam que o essencial continua sendo o acompanhamento médico individualizado. “Não há muita novidade no sentido prático. O que muda é a forma como interpretamos os números. E isso pode ajudar a salvar vidas”, conclui Alencar.