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A Crítica
Saúde

CPI da Pandemia decide pedir condução coercitiva de Carlos Wizard

O empresário não está respondendo às notificações para comparecer à CPI. Ele deveria depor na próxima quinta-feira (17)

Publicado em 10/06/2021 às 21h01 · Atualizado em 09/03/2022 às 08h02
CPI da Pandemia decide pedir condução coercitiva de Carlos Wizard
Foto: Reprodução/Internet

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia decidiu, nesta quinta-feira (10), pedir condução coercitiva do empresário Carlos Wizard, apontado como integrante do chamado ‘gabinete paralelo’. O empresário não respondeu as notificações para comparecer à CPI, e está nos Estados Unidos desde a semana passada, segundo informações recebidas pela comissão. Ele deveria depor na próxima quinta-feira (17).

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que se Wizard continuar ignorando as mensagens e não responder até terça-feira (15) deverá ser convocado coercitivamente. “Ele passou um mês trabalhando no Ministério da Saúde junto com Eduardo Pazuello e era daquele gabinete paralelo. O que o Carlos Wizard foi fazer no Ministério da Saúde? Passou um mês lá”, questionou o senador.

Durante depoimento à CPI, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, contou que foi aconselhado pelo empresário e chegou até a oferecer um cargo a ele no ministério. Defensor do ‘tratamento precoce’ e contrário ao lockdown, Wizard também é acusado de ter mobilizado recursos financeiros para fortalecer a aceitação das medidas que o presidente Jair Bolsonaro julgava adequada para enfrentamento ao coronavírus, entre elas o uso de medicamento ineficaz contra a doença.

O chamado ‘gabinete paralelo’ era uma estrutura sem vínculo oficial com o poder público, que orientava o presidente Jair Bolsonaro nas medidas de enfrentamento ao coronavíris, com informações sobre vacinas, uso de remédios sem eficácia comprovada, entre outras medidas adotadas pelo governo.