Desenvolvedora de vacina russa planeja processar Anvisa
A diretoria da Anvisa rejeitou na segunda-feira os pedidos de aprovação do Sputnik V para importação
O desenvolvedor russo da vacina contra o coronavírus Sputnik V disse na quinta-feira (29), que iria processar a agência reguladora de saúde brasileira, Anvisa, por difamação, acusando-a de espalhar informações falsas intencionalmente.
A diretoria da Anvisa rejeitou na segunda-feira os pedidos de aprovação do Sputnik V para importação. O gerente de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, disse que há evidências de que um adenovírus usado na vacina pode se reproduzir e que se trata de um defeito grave.
Os vetores virais são comumente usados para transportar informação genética para uma proteína de um patógeno – neste caso, o novo coronavírus – que irá provocar uma resposta imunológica no receptor da vacina.
Denis Logunov, que desenvolveu o Sputnik V no Gamaleya Center da Rússia, negou na terça-feira que os dois adenovírus usados para produzir a vacina possam se replicar.
A conta oficial do Sputnik V no Twitter na quinta-feira citou Mendes, que citou os resultados dos testes dos russos em uma audiência pública na segunda-feira como base para negar uma licença de importação.
“Após a admissão do regulador brasileiro Anvisa de que não testou a vacina Sputnik V, o Sputnik V está iniciando um processo legal de difamação no Brasil contra a Anvisa por espalhar intencionalmente informações falsas e imprecisas”, disse o tweet do Sputnik V.
A Anvisa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os protocolos padrão da agência para a aprovação de vacinas COVID-19 envolvem a análise dos próprios testes e ensaios clínicos dos desenvolvedores.