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A Crítica
Saúde

DSEI em Tabatinga alerta para necessidade de transferência de indígenas

Conforme o coordenador do DSEI/Alto Rio Solimões, Weydson Gossel, o colapso no sistema de saúde chegou ao interior do Estado, por isso o alerta para evacuação de pacientes

Publicado em 02/02/2021 às 22h05 · Atualizado em 09/03/2022 às 08h43
DSEI em Tabatinga alerta para necessidade de transferência de indígenas
Foto: Reprodução/Internet

Devido a quantidade de pessoas com Covid-19 em Tabatinga, no interior do Amazonas, a coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões alertou para a necessidade de transferência de pacientes para Manaus ou para outras regiões do Brasil.

Conforme o coordenador do DSEI/Alto Rio Solimões, Weydson Gossel, o colapso no sistema de saúde chegou ao interior do Estado, por isso o alerta para evacuação de pacientes. “Atualmente tem vários pacientes nos hospitais do interior que precisam ser transferidos para hospitais com Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Esse é o problema. Em Tabatinga e no interior do Alto Solimões não estão diferentes, muitos pacientes precisam ser evacuados”.

De acordo com ele, o município não tem a estrutura adequada para o recebimento e atendimento de tantos pacientes. À reportagem, Gossel destaca que o colapso o qual se refere é “em termos de leitos para recebimento de pacientes graves que precisam de respiradores”.

Ainda segundo informações, o Hospital de Guarnição possui treze pacientes em Unidade Semi-Intensiva no município. “Creio que a maioria precisa de evacuação”, complementou. Até então, Tabatinga contabiliza, ao todo, 2.692 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e o soma o total de 98 óbitos desde o início da pandemia.

Sem novas transferências

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) ressaltou, em nota, que o sistema público de saúde no Brasil é tripartite, significa que a responsabilidade por sua manutenção é compartilhado entre Prefeitura, Estado e Governo Federal.

Os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) são responsáveis pela atenção básica dos índigenas aldeados e a instituição é ligada ao Ministério da Saúde (MS) através Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). O MS, inclusive, dispõe de um Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus (Covid-19) em Povos Indígenas.

“Caso seja necessário o atendimento de média e alta complexidade, os indígenas são assistidos nas unidades de urgência e emergência da rede de saúde estadual”, destacou em comunicado.

Quanto as transferências de pacientes internados na rede estadual de saúde, a SES-AM afirmou que são realizadas por meio do Sistema de Regulação (Sister) e autorizadas pelos médicos reguladores, que avaliam a prioridade de remoção. São seguidos os critérios clínicos de gravidade, independentemente da origem ou etnia, seguindo os principais preceitos do Sistema Único de Saúde (SUS) de universalidade, equidade e integralidade.

A SES-AM não informou se novos pacientes de Tabatinga serão transferidos para outros estados brasileiros. Ontem, a Secretaria divulgou que três pacientes daquele município foram transferidos no dia 15 de janeiro para as cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre.