Especialista alerta para os perigos da intoxicação alimentar
O consumo de água ou alimentos contaminados é a causa mais comum da doença
As doenças transmitidas por água ou alimentos contaminados por bactérias, vírus, parasitas ou toxinas (substâncias nocivas que são produzidas por bactérias), também conhecidas como intoxicação alimentar, são responsáveis por cerca de 600 mil mortes por ano no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A médica gastroenterologista, Dra. Thianny Machado, enfatiza que a causa mais comum da intoxicação alimentar é o consumo de água ou alimentos contaminados. E entre os sintomas mais frequentes estão: dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia.
Diagnóstico
Caso o paciente apresente algum desses sintomas, o recomendado é procurar ajuda médica. E, a partir disso, será avaliado. “O diagnóstico em geral é clínico, com base nos sintomas e nos dados do exame físico. Caso o médico identifique algum sinal de gravidade, exames laboratoriais podem ser necessários”, esclarece Thianny.
Entre as pessoas mais suscetíveis a complicações por intoxicação alimentar, estão os idosos, as crianças e os pacientes imunossuprimidos (pessoas com baixa imunidade), que podem evoluir com maior gravidade e maior risco de desidratação.
Prevenção
E para não correr o risco de ser acometido pela doença, a melhor estratégia é a prevenção. A gastroenterologista dá dicas para evitar ser contaminado, como higiene adequada dos alimentos e acesso à água tratada, bem como lavar as mãos.
“É necessário avaliar bem a procedência dos alimentos, cuidados de higiene, lavar bem frutas, verduras e legumes, acondicionar adequadamente os alimentos (principalmente os refrigerados) e lavar as mãos antes do preparo das refeições”, enfatiza.
Tratamento
Segundo a médica, o tratamento geralmente é feito com sintomáticos e hidratação oral. “Em uma pequena porcentagem dos casos, quando temos sinais de infecção bacteriana, antibióticos podem ser necessários”, conclui.