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A Crítica
Saúde

Especialista lista cuidados para preservar a saúde dos pets e da família

Médica veterinária esclarece dúvidas sobre a raiva e outras doenças nocivas aos animais e às pessoas

Publicado em 15/07/2024 às 22h10
Especialista lista cuidados para preservar a saúde dos pets e da família
Foto: Divulgação

O Brasil é considerado, hoje, exemplo no combate eficaz à raiva. Mesmo assim, os anseios e as dúvidas acerca dessa zoonose são bastante presentes em nosso dia a dia, principalmente entre os pais de pets. Por conta disso, o VIDA & ESTILO conversou com uma especialista sobre o assunto, que listou alguns cuidados que devemos ter para preservar não somente a saúde dos bichinhos, mas também a nossa.


Para começar, a médica veterinária Déborah Lopes Mesquita, pós-graduada em Medicina Veterinária Integrativa pela Anclivepa, de São Paulo, reforça que a raiva não atinge somente os cachorros, como muitos acreditam. “Todo animal pode ser acometido [pela zoonose], como gatos, morcegos, mucuras, bovinos, equinos etc.”, frisou a especialista.


De acordo com ela, a transmissão ocorre quando o vírus da raiva, existente na saliva do animal infectado, penetra no organismo através da pele ou de mucosas, por meio de mordedura, arranhadura ou lambedura. “Assim como no ser humano, nos bichinhos também pode ser mortal”.


Apesar do preconceito com os animais em situação de rua – muitas pessoas acham que somente eles contraem e, consequentemente, transmitem a doença -, Déborah lembra que nem todo bichinho que não foi vacinado vai adquirir a raiva. “Existe o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que faz o controle da vacina em muitos desses animais que estão na rua”, acrescentou a médica veterinária.


Caso a pessoa seja mordida por um cachorrinho ou gatinho na rua, não precisa se desesperar. “É importante manter a calma e, para a sua prevenção, procurar um hospital mais próximo”, indicou Déborah.


Outras doenças


A raiva é a única doença que pode ser transmitida pela mordida do animal. Porém, a especialista lembra que há outras enfermidades que podem ser pegas pelo contato com bichinhos contaminados, como é o caso da leptospirose, histoplasmose, esporotricose e psitacose. “Não precisamos ter medo, mas sempre manter o cuidado”, tranquilizou.


Se no caso da raiva a situação no Amazonas pode estar segura, Déborah chama atenção para a esporotricose, micose subcutânea que acomete, principalmente, os gatos. “É uma doença que já existe há muito tempo em Manaus, mas estamos presenciando um surto”, pontuou.


Ela recomenda manter os pets dentro de casa e castrados, pois a esporotricose passa, também, para o ser humano. “Por se tratar de fungo, é um tratamento que demora e, caso ele não seja tratado corretamente, pode levar à morte”, concluiu a médica veterinária.


Vacina


A vacina contra raiva é importantíssima e obrigatória para os pets, assim como a vacina viral (V3, V4, V8 e V10). A sua primeira dose é aplicada quando o animal completa 4 meses de vida (dose única). Depois, o reforço deve ocorrer anualmente.


“O CCZ disponibiliza a vacina de forma gratuita. Basta você levar o seu animal na unidade do bairro Compensa”, finalizou Déborah.