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A Crítica
Saúde

Frutas e plantas: o que evitar com os pets?

Médica veterinária faz alerta sobre “quitutes” que podem representar riscos à saúde dos bichinhos

Publicado em 19/10/2025 às 20h35
Frutas e plantas: o que evitar com os pets?
Foto: Divulgação

Com a chegada dos dias mais quentes, é comum que os tutores busquem maneiras de refrescar e mimar seus pets com alimentos naturais, como frutas. No entanto, nem tudo que faz bem para os humanos é seguro para os animais de estimação. Algumas frutas (e até plantas decorativas) podem representar riscos à saúde dos bichinhos – e é importante estar atento.

A médica veterinária Déborah Lopes Mesquita explica ao VIDA que existem frutas seguras que podem ser oferecidas aos cães, desde que com moderação e da forma correta. “Banana, maçã, melancia, manga e melão, entre outras. Lembrando sempre: de tirar o caroço e em pequenas quantidades”, orientou a profissional.

Por outro lado, algumas frutas podem causar intoxicações graves. Uvas, passas, abacate, carambola, pêssego, ameixa e açaí estão entre as que devem ser evitadas.

“Elas podem provocar desde sintomas gastrointestinais até problemas mais sérios, como falência renal em casos mais extremos”, alertou.

Os sinais de intoxicação podem variar, mas costumam aparecer rapidamente. “Vômito, diarreia, falta de apetite, salivação, fraqueza, dor abdominal e convulsão são alguns dos sintomas que devem acender o sinal de alerta”, explicou Déborah. Ao perceber qualquer reação anormal, a orientação é procurar atendimento veterinário imediatamente.


A médica veterinária Déborah Lopes Mesquita explica que existem frutas seguras que podem ser oferecidas aos cães, desde que com moderação e da forma correta (Divulgação)

 

Plantas

Além dos alimentos, algumas plantas comuns em casas e jardins também são tóxicas para os animais. Entre as mais perigosas, estão: comigo-ninguém-pode, costela de Adão, jiboia, samambaia, espada de São Jorge, filodendro e copo-de-leite. A ingestão dessas espécies pode causar irritação, salivação excessiva, vômito e até complicações mais sérias.

Em casos de ingestão acidental, a veterinária recomenda agir rápido.

“Indico sempre para os meus clientes ter carvão ativado em casa para ajudar na desintoxicação e correr imediatamente para a clínica veterinária mais próxima”, reforçou. O carvão pode auxiliar a reduzir a absorção de substâncias tóxicas, mas não substitui o atendimento médico.

Para evitar acidentes, algumas medidas simples podem fazer a diferença no dia a dia. A profissional orienta que os tutores pesquisem previamente sobre as plantas e alimentos antes de levá-los para casa. Além disso, é importante manter espécies potencialmente tóxicas fora do alcance dos animais – seja em prateleiras altas ou com cercas de proteção.

“A prevenção ainda é o melhor caminho. Antes de comprar as plantas, procurem saber se são tóxicas para os animais. E sobre os alimentos, é fundamental sempre pesquisar o que pode ou não ser oferecido. Com informação, conseguimos garantir mais saúde e qualidade de vida para os pets”, finalizou Déborah.