FVS-AM monta plano contra vírus causador da varíola dos macacos
Prevenção da Monkeypox (causador da varíola dos macacos) já está sendo tema de debate por especialistas no Amazonas
O Brasil já possui 16 casos confirmados do vírus Monkeypox (causador da varíola dos macacos), sendo 14 casos importados de outros países e dois residentes infectados por transmissão local no Rio de Janeiro (RJ) – a capital carioca é a primeira cidade brasileira a decretar transmissão local do vírus.
Os casos estão distribuídos por três estados: são dez ocorrências em São Paulo, quatro no Rio de Janeiro e duas no Rio Grande do Sul.
Ainda que o Amazonas não tenha registrado nenhum caso suspeito do vírus, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) informou ao A CRÍTICA que já está sendo produzido um plano de contingência para prevenção da doença.
Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyanna Amorim, o órgão está monitorando, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (CIEVS-AM), os eventos de relevância em saúde pública no Amazonas, com Vigilância em Saúde sensível.
“No Amazonas não temos nem casos suspeitos, muito menos confirmados, mas acabamos de emitir uma nota técnica que já está no site da FVS onde descreve toda a ação de vigilância. Nós não podemos baixar a vigilância, assim como qualquer outra doença que venha agravar a saúde da nossa população, que cause riscos para saúde do povo amazonense”, descreveu.
O monitoramento inclui, também, pessoas que vêm de outros países que são orientadas a buscar atendimento médico, por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) dos municípios.
A diretora acrescentou ainda que está em constante contato com o CIEVS nacional que atua em Sala de Situação instalada para a Monkeypox. A FVS-RCP mantém alerta e é importante destacar que a vacina para a Monkeypox é restrita a regiões com surtos e difere da vacina contra varicela.
Termo correto
Outro ponto destacado pela diretora-presidente da FVS-RCP foi no uso do termo correto. O órgão adotou o nome utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para evitar estigmatização dos macacos.
“Nós estamos adotando o mesmo nome que a OMS adotou para que a gente não tenha aí uma estigmatização dos macacos, né? O nome ‘varíola do macacos’ vem sendo usado porque foi identificado primeiramente em um primata que são os macacos, mas os maiores vetores dessa doença são os roedores que transmitem para os macacos. Agora, neste ano estamos vendo que esses vetores estão transmitindo também para os humanos. Temos aí mais de mil casos confirmados no mundo”, pontuou.
Transmissão
A doença viral rara é transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.
Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.
Sintomas e prevenção
Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca e pés.