Lote com urnas funerárias chega a Manaus para suprir demanda de enterros
O crescente número de mortos pela covid-19 fez o Sindicato das Empresas Funerárias do AM aumentar pedidos. Ontem (30) chegou 100 caixões. A previsão é que hoje (1º), domingo (3) e terça-feira (5) novos caixões serão entregues totalizando quatro mil urnas disponíveis na cidade
Um lote de 100 urnas funerárias vindo de Santarém (PA) aportou, na noite de ontem (30) em Manaus para atender a crescente demanda das empresas em função do aumento da curva de vítimas fatais do novo coronavírus (Covid-19), cujo pico deve ocorrer, segundo estimativas, em meados deste mês.
Novas entregas de caixões foram realizadas nesta sexta-feira (1º), e demais urnas irão chegar ao domingo (3) e na terça-feira (5), totalizando quatro mil urnas. Ainda há previsão de novos pedidos. Nos dois últimos casos, o carregamento será transportado via balsa e caminhão partindo de Porto Velho (RO).
Em razão da localização estratégica, a capital de Rondônia integra, junto com as cidades de Belém e Santarém, os pontos logísticos que fornecerão o material para Manaus (AM).
Foto: Euzivaldo Queiroz
“Antes da chegada das urnas, ontem (30), estávamos operando no gargalo”, afirmou o presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas (SEFAM), Manuel Viana. A entidade engloba 15 empresas e fez pedidos conjuntos e individuais, tendo como referência um número de unidades além do previsto para garantir as encomendas.
A previsão é que no domingo (3), o fornecimento seja regularizado e, a partir de terça-feira (5), as empresas já estejam capacitadas para atender a demanda. “Já estamos pensando em junho e no interior do estado”, acrescentou Viana.
Apesar do alto custo do transporte interestadual e dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) utilizados pelos funcionários, o presidente garante que haverá urnas suficientes para as demandas diárias.
Foto: Euzivaldo Queiroz
“Não tivemos aumento no custo das fábricas, mas o valor do transporte dobrou. Estamos pagando R$ 150 por caixão. Antes, o valor era de R$ 60”, exemplificou. “O preço dos EPIs é um grande problema. Pagávamos R$ 17 por um macacão, hoje custa R$ 120”.
“Estamos abastecidos para o mês de maio e uma nova remessa deve chegar na próxima semana”, afirmou o proprietário das Funerárias São Francisco, Renato Batista, cuja demanda diminuiu nos últimos dois dias.