Preocupação exagerada com a saúde é um problema que requer atenção
Nosofobia ou Hipocondria? Ambos os transtornos precisam de tratamento. Se preocupar com a saúde é normal, mas quando essa preocupação te consome, o alerta deve ser acionado. Entenda a diferença entre eles
A preocupação com a saúde é uma parte natural da vida humana, mas em alguns casos, ela pode assumir proporções exageradas e desencadear transtornos de ansiedade relacionados à saúde. Dois desses transtornos são a hipocondria e a nosofobia. Embora ambos estejam associados ao medo de doenças, eles têm características distintas e podem afetar as pessoas de maneiras diferentes.
De acordo com a psicóloga Maria Teresa de Almeida Fernandes, “a nosofobia está relacionada ao medo de desenvolver uma doença no futuro, enquanto na hipocondria, a característica essencial deste transtorno é uma preocupação persistente com a presença eventual de um ou de vários transtornos somáticos graves e progressivos no presente. A atenção do sujeito se concentra em geral em um ou dois ór gãos ou sistemas do organismo”.
Causas
Segundo a psicanalista Andréa Ladislau, as causas desses dois transtornos podem ser comuns, como: um trauma ou um susto a outros fatores emocionais como, a falta de atenção, a insegurança e a baixa autoestima.
“Normalmente, a pessoa que sofre com a Nosofobia ou a Hipocondria, frequentemente, é ansiosa ou depressiva, pois está sempre tensa e preocupada diante do que ele imagina que possa vir a acontecer com seu organismo”, explica Ladislau.
Diagnóstico
O diagnóstico não é tão simples, pois se preocupar com a saúde é um sentimento inerente a todo ser humano. O que vai diferenciar e potencializar a Nosofobia ou a Hipocondria é o exagero com que essa preocupação se dá.
“Essas pessoas estão frequentemente apreensivas e acometidas de pensamentos catastróficos em relação a saúde futura, sempre aguardando diagnósticos fatais, tentando se prevenir no presente do pior que poderá vir no futuro. As consultas médicas são permeadas de ansiedade e sofrimento psíquico mesmo diante de doenças menos graves, como por exemplo gripes”, destaca Fernandes.
Tratamento e cura
Para Fernandes, os tratamentos mais indicados são terapia cognitivo comportamental, técnicas de relaxamento e meditação e, em casos mais graves, quando há prejuízo das atividades diárias é indicado a avaliação da psiquiatria para tratamento medicamentoso.
“O tratamento promove uma melhora importante dos sintomas, proporcionando qualidade de vida, diminuindo o sofrimento psíquico e reintegrando às várias esferas da vida”, conclui Fernandes.