Procura por testes em redes de farmácias salta para 2 mil em três dias
Devido à alta procura, em algumas unidades das redes do grupo Tapajós - administrador da Santo Remédio, FarmaBem e Flexfarma - houve menor disponibilidade de testes para antígeno
As farmácias da capital registraram um aumento considerável na demanda por testes rápidos para Covid-19. Uma das redes de drogarias afirma que o número médio diário de exames subiu de 200, na primeira semana de janeiro, para 2 mil nos três últimos dias da semana passada.
Devido à alta procura, em algumas unidades das redes do grupo Tapajós – administrador da Santo Remédio, FarmaBem e Flexfarma – houve menor disponibilidade de testes para antígeno, mas estes continuaram a oferecer os testes de anticorpos (IGG e IGM).
A coordenadora de serviços farmacêuticos da empresa, Sabrine Cordeiro confirma que os estoques devem ser regularizados até o fim desta semana , conforme a disponibilidade da empresa fornecedora.
“Estamos buscando de todas as formas conseguir os produtos, mas, como a alta demanda é em nível de Brasil, há uma escassez nacional, não sendo este um problema só da nossa região. Por conta disso, os fornecedores que até dezembro, e início de janeiro, mantiveram os preços dos insumos num determinado patamar, agora estão cobrando o dobro do que vinham praticando. E isso não é padrão de um único fornecedor, mas da indústria como um todo”, disse Sabrine.
Controle
Cordeiro esclarece que todos os resultados dos testes de Covid realizados nas unidades do grupo são informados na plataforma e-SUS Notifica, site do governo federal, sejam eles positivos ou negativos.
“Todas as drogarias emitem uma declaração de serviços farmacêuticos informando ao paciente o resultado do seu teste. Igualmente, elas recolhem os dados do paciente para poder preencher o E-SUS, ao qual todas as autoridades de saúde têm acesso”, explica a coordenadora.
Medicamentos
Outro retrato do aumento do número de pessoas com sintomas de síndrome respiratória é a busca por medicamentos para cura dessas doenças. A empresa confimou que os estoques estão abastecidos e não há previsão de rupturas. No entanto, em algumas farmácias em Manaus já registram dificuldades para reposição de alguns produtos.
“Estamos passando por um momento difícil para repor tendo em visar que a maioria dos laboratórios ainda estão repondo seus estoques”, declarou o presidente do Sindicato das Farmácias e Drogarias do Amazonas (Sindrogas), Alarico Rodrigues.
Sabrine Cordeiro confirma que a tendência na rede é de aumento da procura de medicamentos não apenas para atenção aos sintomas gripais, mas também para fortalecimento da imunidade.
“No que se refere à demanda por antigripais, vitamina C, antialérgicos, Vitamina D e outras vitaminas associadas ao fortalecimento do sistema imunológico, como os polivitamínicos, de dezembro para cá houve crescimento em torno de 25%, e a previsão é fechar o mês nesse patamar, com tendência de alta”, explicou.
De acordo com o Sindidrogas, o estado do Amazonas conta com poucas farmácias realizando os testes contra a Covid-19 para a população e poucas conseguiram adquirir os kits. “Algumas redes conseguiram comprar já que estar faltando inclusive no Brasil todo essa reposição”.