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A Crítica
Saúde

Sabe o que é ‘dispareunia’? Especialista alerta sobre dor e como tratá-la corretamente

Esse nome é dado para a dor sentida durante o ato sexual, não sendo considerada normal. Apesar de poder afetar homens, maior parte dos registros são em mulheres

Publicado em 11/08/2023 às 16h17
Sabe o que é ‘dispareunia’? Especialista alerta sobre dor e como tratá-la corretamente
Foto: Divulgação

A dor durante a relação sexual é chamada de dispareunia e pode afetar tanto homens quanto mulheres. Entretanto, grande parte das queixas nos consultórios são de mulheres que podem sentir dores durante o ato e após a relação. A condição, segundo a médica ginecologista Elis Akamy pode ser tratada e curada. 

“A dor durante a relação sexual não é normal. Ela pode estar ligada a doenças importantes, como, por exemplo, a doença inflamatória pélvica e também a endometriose”, afirmou ela. “Toda paciente que sentir a dor durante a relação sexual, que inclusive leva um nome técnico de dispareunia, deve visitar o ginecologista para que nós possamos fazer, então, a investigação da causa dessa dor”. 

De acordo com a médica, a dispareunia pode ser classificada em dois tipos: a superficial (quando ocorre em torno da abertura da vagina) ou profunda (quando a dor é sentida dentro da pelve). 

No caso da dor superficial, algumas possíveis causas são as infecções genitais como herpes e candidíase, a falta de lubrificação, ou o vaginismo – que é uma condição na qual a musculatura pélvica se contrai involuntariamente, tornando a penetração inviável. Uma dor mais profunda pode ser sinal de endometriose, uma doença benigna que se caracteriza pelo crescimento do tecido chamado endométrio para fora da cavidade uterina.

“Dentre as causas estão a doença inflamatória pélvica, que é um quadro importante de infecção nas trompas. Uma outra doença muito comum causadora de dor pélvica crônica é a endometriose. E também existe o vaginismo, onde ocorrem contrações involuntárias que impedem a relação sexual”, explicou a médica. 

A ginecologista afirma que o tratamento varia de cada paciente, mas acrescenta a importância da fisioterapia pélvica para a melhora do caso. 

“Aqui gostaria de destacar o papel da fisioterapia pélvica, principalmente para as portadores de endometriose que sofrem com as dores crônicas. Só a fisioterapeuta vai fazer o correto trabalho dessa musculatura pélvica e a mulher conseguirá relaxar. Com isso, tanto ela pode conseguir ter relações como também dar o fim ao quadro dessa dor”. 

Fisioterapia pélvica: um auxílio para a dor

A fisioterapeuta pélvica, Ivana Pinheiro, destaca a importância do tratamento para a melhora e cura da condição, que possue várias causas, inclusive emocional. “A causa mais comum de dores genitais que é a hiperatividade da musculatura do assoalho pélvico (MAP), que nada mais é do que uma rigidez dessa musculatura e aí, entra o fisioterapeuta pélvico”. 

Ela explica que na prática, a fisioterapia pélvica atua na promoção de uma musculatura perineal saudável e funcional, “utilizando-se de técnicas que promovam o autoconhecimento, a consciência perineal, a coordenação e a elasticidade do canal vaginal”, apontou. 

Por fim, ela alerta para que a paciente busque a origem da dor e inicie o tratamento tão logo sinta o desconforto. “Deve-se lembrar que existem diferentes tipos de dor sexual, oriundos de causas diversas, e que nunca devem ser consideradas normais. Se a mulher sente algum desconforto ou dor na relação, não existe uma ordem a quem procurar primeiro. Ela podem sim, procurar primeiramente pela fisioterapia pélvica, que inclusive, pode curar essa dor”, finalizou.