Saiba os malefícios dos alimentos processados para a saúde
Especialistas alertam que o consumo de alimentos processados em excesso pode trazer riscos para o coração
Por vezes, amigo da praticidade, por outras, inimigo de uma vida saudável, os alimentos processados ainda ocupam uma parte significativa da geladeira dos brasileiros. Com o aumento da inflação, esse protagonismo ficou ainda maior, mas é importante se atentar de que, às vezes, o barato pode sair caro.
De acordo com uma pesquisa publicada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o consumo de alimentos processados como embutidos, refrigerantes, batata frita e bolachas, trazem prejuízos significativos para a saúde do coração.
O levantamento apontou que para cada 5% de calorias ingeridas a mais, vindas de alimentos ultraprocessados, há uma diminuição de 5% na saúde cardiovascular geral.
Para o cardiologista e nutrólogo, Daniel Magnoni, não é necessário cortar totalmente esse tipo de alimento do cardápio, mas sim moderar o consumo e balancear com alimentos nutritivos que auxiliam no bom funcionamento do coração.
“Para manter uma dieta mais saudável para o coração é preciso incluir substâncias como fibras, Ômega 3 e antioxidantes com regularidade, no café, almoço e jantar, sem esquecer de moderar o consumo de alimentos mais calóricos e gordurosos como carne vermelha, embutidos, doces, bolos e biscoitos. Também não se deve esquecer que reduzir o sal é uma das melhores ações em prevenção”, explica o especialista.
Malefícios diversos
De acordo com Magnoni, outro fator que pode trazer malefícios para o coração é o hábito de ingerir alimentos ultraprocessados nos intervalos entre as três principais refeições ou antes de dormir.
“É importante evitar a dose extra de gordura e calorias que vem com os lanches e guloseimas que comemos ao longo do dia ou nos minutos que antecedem o sono”, diz o Dr. Magnoni. “Para isso, é preciso trocar a ingestão de doces industrializados, refrigerantes, salgados e sanduíches gordurosos, por exemplo, por frutas, cereais, bebidas naturais com pouco açúcar ou água, em intervalos de três em três horas, pelo menos”, recomenda.
Para a nutricionista Marcia Lamberti, tão importante quanto reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados é rever atitudes que nos levam a fazer escolhas erradas na alimentação. “Precisamos repensar nossa falta de tempo, refletir sobre a organização do nosso dia a dia”, orienta.
Alimentos com açúcar costumam ser os mais difíceis de ajustar na rotina alimentar. Segundo Lamberti, nessas horas é importante pensar em alternativas que não necessariamente cortem todo o açúcar, mas o reduzam. Assim, fica mais fácil mudar o hábito gradativamente.
“Um exemplo é o achocolatado, que podemos substituir pelo café em razão do açúcar, que não temos como controlar porque já está incluso em seu preparo e também por ser um produto in natura”, conclui.