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A Crítica
Saúde

Smartwatches ajudam a calcular hidratação ideal durante exercícios

Dispositivos utilizam sensores e algoritmos para estimar a perda de suor e orientar a reposição de líquidos, reduzindo o risco de desidratação e melhorando a recuperação após os exercícios.

Publicado em 21/07/2026 às 17h11
Smartwatches ajudam a calcular hidratação ideal durante exercícios
Foto: Divulgação

Os relógios inteligentes estão se tornando aliados importantes para quem pratica atividades físicas ao oferecer uma estimativa personalizada da quantidade de líquidos que deve ser ingerida após o exercício. Utilizando sensores e algoritmos, os dispositivos calculam a perda de suor e ajudam a orientar a reposição hídrica de forma mais precisa.

Durante atividades como caminhadas e corridas, os smartwatches monitoram simultaneamente diversos indicadores fisiológicos. Ao término do treino, os equipamentos estimam a quantidade de água perdida e informam quanto o usuário deve consumir para reduzir o risco de desidratação, melhorar o desempenho e favorecer a recuperação.

A tecnologia ganha relevância em meio ao crescimento das corridas de rua no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo) mostram que o número de provas oficiais passou de 2.827 em 2024 para 5.241 em 2025, um aumento de 85% em apenas um ano.

Pesquisas conduzidas pelo Health Data Lab (HDL), do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, acompanham essa evolução e buscam aperfeiçoar soluções que integram dados fisiológicos ao treinamento esportivo.

“A tecnologia de sensores e algoritmos que estima a perda de suor já está incorporada aos principais smartwatches disponíveis no mercado. Quando integrada aos aplicativos de treinamento, ela oferece ao atleta um lembrete de hidratação personalizado e com boa precisão”, afirma o gerente técnico do HDL do Sidia, Marcelo Santos.

Mais segurança e consciência corporal

Além de contribuir para o desempenho esportivo, a tecnologia também ajuda os praticantes a conhecerem melhor os limites do próprio corpo.

Segundo Marcelo Santos, a perda de líquidos varia de acordo com fatores como intensidade do exercício, temperatura, umidade do ar e características fisiológicas de cada pessoa. Ignorar essas diferenças pode comprometer o rendimento e aumentar o risco de fadiga, desidratação, insolação e até colapso térmico.

“A estimativa da perda de suor, aliada ao monitoramento em tempo real da temperatura e da umidade, permite que cada atleta ajuste sua ingestão de líquidos de forma precisa, mesmo em condições desafiadoras. Ignorar esses parâmetros pode transformar um treino saudável em um risco sério para a saúde”, destaca o pesquisador.