Vacinação no Brasil: avanços e perspectivas
Vacinação no País mostra sinais de recuperação, com aumento nas coberturas vacinais em 2024 e perspectivas promissoras para 2025
Após anos de desafios, a vacinação no Brasil mostra sinais de recuperação, com aumento nas coberturas vacinais em 2024 e perspectivas promissoras para 2025, graças ao Movimento Nacional pela Vacinação (2023) e melhorias no Programa Nacional de Imunizações (PNI), segundo Jesem Orellana, epidemiologista da Fiocruz/Amazônia.
O Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), disponibiliza 18 vacinas diferentes para proteger crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.
“Elas auxiliam a evitar casos novos e mortes por doenças como poliomielite, sarampo, rubéola, caxumba, covid-19 e febre amarela, por exemplo”, destaca Jesem.
Quanto as perspectivas para o desenvolvimento de novas vacinas no Brasil, o especialista considera o cenário amplamente favorável. “O Governo Federal conta não apenas com técnicos e cientistas de reconhecida expertise em instituições como a Fiocruz e o Butantan, como também tem ampliado parcerias e articulações internacionais nesse sentido”, destaca Orellana.

Jesem Orellana, epidemiologista da Fiocruz/Amazônia (Divulgação)
Metas e desafios
Segundo ele, os principais desafios para manter alta cobertura vacinal no Brasil são: “fortalecimento dos investimentos no PNI, engajamento da população, trabalhadores de saúde e tomadores de decisão, especialmente em regiões/populações vulneráveis ou regiões de fronteira, por exemplo. O enfrentamento implacável às fake news também é algo crucial”.
Jesem aponta as seguintes metas para 2025 no setor de vacinas: “ampliar coberturas vacinais, especialmente em vacinas com múltiplas doses e, quem sabe, recuperar o certificado de erradicação do sarampo. Ademais, o PNI pode passar a contar com a vacina do Butantan contra a dengue, em caso de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outros requisitos”.

Segundo Orellana, os principais desafios para manter alta cobertura vacinal no Brasil são: “fortalecimento dos investimentos no PNI, engajamento da população, trabalhadores de saúde e tomadores de decisão, especialmente em regiões/populações vulneráveis ou regiões de fronteira, por exemplo (Divulgação)
Cronograma
De acordo com o epidemiologista, o Butantan já entregou toda a documentação sobre a vacina da dengue, necessária à aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Agora só nos resta esperar por um desfecho favorável e para que essas vacinas possam ser amplamente distribuídas no SUS, reafirmando a liderança mundial do Brasil no que tange a distribuição pública do imunizante”, ressalta Orellana.
Questionado sobre como a vacina Qdenga pode impactar a redução de casos de dengue no Brasil, o especialista esclarece que vai depender da quantidade de doses disponíveis e aplicadas, da ampliação das faixas etárias vacinadas e dos sorotipos virais predominantes, pois a eficácia da vacina varia de acordo com o sorotipo.
“Por exemplo, contra o DENV-1 foi de 69,8% dos casos; contra o DENV-2 de 95,1%; e contra o DENV-3 de 48,9%. Ademais, a proteção contra hospitalizações é próxima a 85%, independentemente do sorotipo viral”, conclui.