Vias do Centro de Manaus permanecem bloqueadas com grades para evitar funcionamento das lojas
Decreto que determinou o fechamento das atividades foi publicado na manhã desta segunda-feira
O centro comercial de Manaus amanheceu nesta segunda-feira (4) com suas atividades suspensas. O acesso às ruas que possuem pontos comerciais foi bloqueado com grades e monitorado por equipes policiais. A medida cumpre a decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que determinou o fechamento das atividades não essenciais do comércio amazonense por 15 dias, como forma de conter o avanço do contágio pela Covid-19 em Manaus. Apesar do Decreto n° 43.269 só ter sido liberado por volta das 11h30 desta segunda, a efetivação da decisão judicial está sendo cumprida desde a manhã do primeiro dia útil deste ano.
As ruas Guilherme Moreira, Quintino Bocaiúva, Marechal Deodoro, Marcílio Dias, Dr. Moreira e adjacentes, concentram o maior número de lojas e camelôs do centro de Manaus. É possível encontrar uma extensa variedade de produtos como roupas, calçados, eletrônicos e importados, por exemplo.
Segundo os policiais militares que integram a ação, o acesso a estas ruas está restrito a apenas moradores, funcionários de instituições bancárias, casas lotéricas, farmácias e para aqueles lojistas e camelôs que desejam fazer a retirada dos seus produtos.
Apesar do decreto ainda não descrever quais categorias de atividades são permitidas ou ainda o modo de funcionamento destes estabelecimentos, é possível observar que alguns pontos comerciais localizados nas avenidas principais como Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro estão abertos no “sistema delivery” – quando o cliente realiza uma compra online e opta pela retirada do produto na loja.
Opinião contrária
Ainda na manhã desta segunda-feira (4), um pequeno grupo de pessoas se concentrou na entrada da rua Guilherme Moreira, próximo a Praça Tenreiro Aranha (Praça da Polícia) pedindo a liberação da passagem.
Um dos camelôs, que não quis se identificar, contou que essa decisão não leva em consideração o anseio dos trabalhadores.
“Eu preciso trabalhar. Quem bota comida na mesa da minha família sou eu. Com a paralisação de 15 dias não vou conseguir sustento suficiente para a minha família”, comentou o comerciante.