A Amazon confirmou o encerramento definitivo de um de seus principais produtos no Brasil a partir de 20 de maio de 2026. Dessa data em diante, os Kindles lançados em 2012 e anos anteriores ficarão impedidos de comprar, pegar emprestado ou baixar novos livros através da Loja Kindle.
A gigante da tecnologia irá encerrar o suporte para modelos mais antigos do aparelho usado por diversos brasileiros para leitura. Segundo a empresa, os usuários que cancelarem o registro ou restaurarem as configurações de fábrica de um desses dispositivos após o prazo poderão não conseguir registrá-lo novamente.
O que é praticamente certo é que os dispositivos precisarão ser redefinidos, as contas serão alteradas e problemas poderão ser vistos. Na prática, os aparelhos se tornarão inutilizáveis. E o detalhe é que o aviso tem sido feito aos clientes com apenas cinco semanas de antecedência.

Como argumento, a Amazon defenderá que se trata de uma decisão de segurança, sugerindo que os usuários migrem para um dispositivo mais recente. Essa transição seria feita com um desconto, o que não necessariamente é uma vantagem para o leitor, tendo em vista que alguns dos novos Kindles vêm com anúncios.
Amazon poderia ter optado por estratégia diferente
Ao dar semanas para o usuário fazer a transição, a gigante de tecnologia quebra a confiança dos usuários do Kindle. Um movimento diferente, como o encerramento das atualizações preservando a função principal, estenderia esse prazo em anos, o que causaria outro efeito – inclusive no meio ambiente, gerando menos desperdício.
Mas não se trata de uma prática nova, de exclusividade da Amazon, e tem sido cada vez mais vista no mercado. É assim que funciona a obsolescência programada, estratégia adotada com o intuito de reduzir a vida útil dos aparelhos e, ao mesmo tempo, estimular o consumo da população sem necessidade.






