Depois de mais de um século desaparecida, espécie animal ressurgiu no mesmo local onde foi extinta. Após 113 anos, os guanacos voltaram a habitar o Parque Nacional El Impenetrable, em Chaco, uma província situada na região do Chaco argentino.
Os maiores camelídeos da América do Sul foram soltos em seu habitat natural. A reintrodução de cinco indivíduos foi feita para aumentar a população regional no ecossistema do Chaco Seco e desempenhará um papel crucial na recuperação dos campos do parque, que sofreram décadas de sobrepastoreio pelo gado.
Responsável pela iniciativa, a Rewilding Argentina, organização de conservação da vida selvagem, considerou a reintrodução um sucesso. Acadêmicos, no entanto, contestam essa avaliação. O argumento é de que esse movimento aumenta o risco de misturar populações de guanacos com diferentes composições genéticas e ser mais prejudicial do que benéfico.

Atualmente, estima-se que a população de guanacos varie entre 1,5 e 2,2 milhões nas pradarias do sul e oeste da América do Sul. Mais de 80% da espécie se encontra em território argentino, uma parte menor no Chile e uma pequena população no Peru.
Animal ficou 113 anos sem ser visto
Até então, a última vez que o guanaco tinha sido visto no Chaco havia sido em 1913, ou seja, há mais de um século. A extinção local da espécie foi causada pela perda de pastagens – ocasionada pela atividade pecuária – e pela caça.
Em coordenação com a Administração de Parques Nacionais da Argentina e as províncias de Chaco e Santa Cruz, cinco guanacos foram reintroduzidos na região: três fêmeas, um macho e um filhote. Todos eles vieram da Patagônia, que abriga 90% da população de guanacos do país.
A realocação foi feita com todo o cuidado. Currais foram cobertos com tecido preto e instalados em declives, em um ponto mais alto ao longo da rota de pastoreio. Tudo pensado para que os animais se aclimatassem ao novo ambiente da melhor forma possível.






