Depois de ficar suspenso por seis anos, trem que liga a Coreia do Norte à China, parceira comercial do Brasil, voltou a funcionar. De acordo com informações oficiais de uma bilheteria chinesa, o serviço ferroviário foi reativado nesta semana, conectando Pequim e Pyongyang, capital norte-coreana.
O trem estava paralisado desde 2020, quando deixou de operar logo no começo da pandemia de Covid-19. O retorno das atividades é importante porque restabelece a ligação de transporte entre os dois países asiáticos. A China é a principal aliada econômica da Coreia do Norte.

Segundo a autoridade ferroviária da China, o sistema vai operar quatro vezes por semana em cada sentido, as segundas, quartas, quintas e sábados. Restritas a viajantes com visto de negócios, as primeiras passagens comercializadas nesta retomada foram compradas por empresários, funcionários do governo e jornalistas.
A retomada do funcionamento a partir desta quinta-feira (12) deve “promover ainda mais as viagens, o comércio e a cooperação econômica entre a China e a Coreia do Norte”, ampliando os intercâmbios e a relação de parceria entre os países. Até antes da pandemia, a maior parte dos turistas na Coreia do Norte eram chineses.
China virou grande parceira do Brasil
De acordo com dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), divulgados recentemente, as exportações brasileiras para a China cresceram 38,7% em fevereiro de 2025, alcançando US$ 7,22 bilhões, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Essa ampliação da parceria comercial entre os países se deu no período em que as exportações brasileiras para os EUA diminuíram em 20,3%. A baixa foi fruto das taxaçẽs impostas pelo presidente Donald Trump, que, por outro lado, acabaram impulsionando as atividades econômicas entre Brasil e China.
Além dos chineses, outros mercados, como União Europeia e Japão, também aproveitaram a sobrecarga imposta pelos estadunidenses para aumentar o volume de exportações brasileiras.






